Debate europeu onde a política nacional não ficou esquecida

O terceiro debate sobre as eleições europeias foi em Braga, na Universidade do Minho, com moderação de Ricardo Alexandre, diretor adjunto da TSF.

Numa organização da TSF com o Centro de Estudos Comunicação e Sociedade e a Associação Académica da Universidade do Minho, cinco eurodeputados e candidatos ao Parlamento Europeu debatem as grandes questões da atualidade na Europa.

O painel foi composto por Margarida Marques (PS), José Manuel Fernandes (PSD), João Pimenta Lopes (CDU), Nuno Melo (CDS), Marisa Matias (Bloco de Esquerda) e António Marinho e Pinto (independente).

O debate terá lugar Segunda-feira, 8 de abril, no auditório B1 do Campus de Gualtar, na Universidade do Minho, em Braga, depois das 10:00, com entrada livre e será transmitido em direto na tsf e em tsf.pt.

A "Hora da Europa" é um projeto da TSF com o apoio do Parlamento Europeu.

11h55: Marisa Matias sublinha que "um bom resultado é reforçar a representação naquilo que é um contributo para melhorar a vida das pessoas no que é essencial". A eurodeputada bloquista sabe que as pessoas sabem o que é que cada eurodeputado fez. "Precisamos de ter essa força do lado da resolução dos problemas concretos das pessoas", nota Marisa Matias. Já Marinho e Pinto conclui que é importante na União Europeia "afastar as forças políticas que têm dominado a UE desde a sua fundação e [aqueles] que têm dominado a vida política portuguesa desde a instauração da democracia". "É preciso criar uma dinâmica de renascimento europeu", conclui Marinho e Pinto no fim do debate.

11h53: Para a CDU, os portugueses "não se esquecerão" do papel nas eleições que deram origem à atual solução governativa em Portugal. "Para continuar a fazer este caminho, será necessário o reforço da CDU não só no Parlamento Europeu, mas mais à frente nas eleições para a Assembleia da República no dia 6 de outubro", sustenta Pimenta Lopes. No espetro oposto, Nuno Melo chega-se à frente para dizer que "o CDS é a única escolha possível para quem é de direita em Portugal". "Um bom resultado será igualar o resultado de 2009, ou seja, eleger dois eurodeputados", nota Nuno Melo.

11h51: Na reta final deste debate, Margarida Marques nota que um bom resultado nestas eleições é ter "um pilar de esquerda, centro-esquerda, trabalhista, progressista, social-democrata que consiga mudar a Europa, que esteja mais perto dos cidadãos", aponta a socialista. Já José Manuel Fernandes quer ganhar as eleições: "Portugal tem muito a ganhar em ter deputados influentes no Parlamento Europeu como é o caso do Paulo Rangel. Defendemos a iniciativa privada, as pequenas e médias empresas, o empreendedorismo... é evidente que é desta forma que se consegue ter melhor Estado-social".

11h49: Chegam à discussão os gigantes tecnológicos. José Manuel Fernandes diz que não faz sentido Portugal avançar sozinho para tributar uma empresa como a Google. "O que resolve é que vai para outro Estado-membro", diz José Manuel Fernandes. Margarida Marques diz que se cria um imposto que não é eficaz para resposta de Marisa Matias que diz que é possível trabalhar em duas frentes. O eurodeputado do PSD sublinha que os países não podem trabalhar cada um por si. "Só temos a ganhar com a UE e uma UE onde há diversidade", sublinha. "Sou minhoto, português e europeu e nada disto é incompatível", nota José Manuel Fernandes.

11h45: A solidariedade europeia. José Manuel Fernandes sublinha que um terço do orçamento europeu é para a política de coesão que tem como objetivo ajudar as regiões menos desenvolvidas, "infelizmente, nem todos os Estados-membros utilizam os recursos da mesma forma, de forma até justa e eficiente". "Depois há algo que ainda não foi aqui dito, somos os maiores doadores mundiais para ajuda humanitária e desenvolvimento", nota o eurodeputado. "Imagine que a UE não existia, que é aquilo que muitos querem, tinha o Sr. Putin, o Trump, o líder chinês, Erdogan e o Sr. Bolsonaro", nota José Manuel Fernandes que, questionado sobre se os Estados-membros não devem contribuir com mais de 1% para o Orçamento comunitário, diz que o que faz sentido é a existência de recursos próprios.

11h40: Marinho e Pinto sublinha que integração só é possível com "moeda única, políticas fiscais únicas e união bancária". "Não faz sentido moedas nacionais num projeto destes", diz ainda Marinho e Pinto questionado sobre a possibilidade de algumas economias introduzirem moedas nacionais a par do euro. "O euro não é o diabo como diz ali o João Pimenta Lopes nem é a causa dos males. A causa dos males é a demagogia e o populismo português que põe as pessoas a consumir e a gastar mais do que aquilo que ganham", nota António Marinho e Pinto. Marinho e Pinto aponta o dedo ao representante comunista para dizer que "não é possível substituir um sistema económico por outro pela vontade de dirigentes iluminados". Marinho e Pinto critica Pimenta Lopes a dizer que os comunistas "falam para as populações como o Lenine, em 1905, falava para os mujiques da Rússia. É propaganda, repetir, repetir, repetir..."

11h:33: Para João Pimenta Lopes, a questão do euro. "Portugal, nos 20 anos antes do euro, cresceu acima da média mundial e acima da média da UE na casa dos 3% ano. Após a adesão ao euro, teve crescimentos abaixo de 1% ano, sendo que apenas 12 países no mundo tiveram crescimentos mais baixos do que Portugal", diz o comunista Pimenta Lopes que faz uma marcha atrás para falar de outro assunto. "O exemplo de Israel e Palestina não é um conflito, é uma agressão porque um conflito implica duas partes minimamente iguais. É uma agressão que está a ser feita a um povo ao arrepio até de um conjunto de recomendações e resoluções da ONU, desde logo que definem a solução dos dois Estados. É o exemplo paradigmático de como a UE, a direita e a social-democracia, vivem e convivem muito bem com a extrema-direita, com a extrema-direita sionista em Israel ou com a extrema-direita na Ucrânia em que o governo de José Manuel Fernandes, em 2014, no Conselho apoiou o golpe de Estado fascista que ali se deu...", diz. "Omitem a tolerância com a extrema-direita e são favoráveis à ditadura do défice e da dúvida. Ou nós não sabemos que Portugal tem hoje um superavit? Portugal terminou o ano passado com um superavit de mais de 6 mil milhões de euros. Porque é que não se traduziu em superavit? Porque caiu uma fatura para pagar de 7,2 mil milhões de euros de juros da dívida para pagar", nota Pimenta Lopes apontando o dedo ao PS, PSD e ao CDS criando a figura da "troika nacional".

11h:32: Agora sim, o Médio Oriente. "Não podemos aceitar o que se está a fazer no caso da Palestina, essa é uma das maiores tragédias que vivemos. Temos um enorme fluxo de pessoas refugiadas, temos palestinianos a viver em todas as partes do mundo, há um cerco, há uma ocupação do território e a UE continua a ter os acordos com Israel como se nada fosse", salienta Marisa Matias. "Não podemos fechar os olhos ao que se passa na Palestina... Na Palestina ou em qualquer parte do mundo onde as pessoas estão encurraladas", sublinha. A eurodeputada do Bloco de Esquerda afirma que a mudança da capital de Israel para Jerusalém é uma ofensa e que não é possível ser "conivente com o genocídio naquela parte do mundo". "É a antítese daquilo que devemos defender como seres humanos", conclui.

11h31: Marisa Matias ao ataque: "Para vocês que se dizem de partidos cristãos, quando se faz toda a dificuldade a entrar a quem morre no Mediterrâneo, mas depois se tiver 250 mil euros ou 500 mil euros, já se vende a cidadania, desculpem lá mas os vossos valores cristãos estão um bocadinho baralhados".

11h29: A propósito das eleições em Israel, chega agora à discussão o conflito no Médio Oriente. Marisa Matias faz uma nota prévia a este tema para o do "é possível compatibilizar política de recuperação económica, defesa do Estado Social e os tratados europeus". "Quando se começou a tentar recuperar os salários e, por exemplo, se propôs o salário mínimo nacional teve de se ir contra a Comissão Europeia e as instituições de Bruxelas", lembra Marisa Matias. A eurodeputada do Bloco diz que "o governo fez, mas foi quando não permitiu que as recomendações da Comissão Europeia não deixassem aumentar o salário mínimo ou quando não permitiu que a comissão europeia chumbasse o orçamento nacional ou quando não permitiu que se aplicasse sanções a Portugal". "Portanto, o que se fez foi contra o que tentou fazer a Comissão Europeia", diz Marisa Matias para defender que não houve compatibilidade. Agora sobre vistos gold, Marisa Matias diz que é "uma questão de vontade política". "A própria Comissão Europeia, nesse caso, diz para nós acabarmos com os vistos gold, a Transparência Internacional já mostrou como Portugal é dos piores casos ao nível europeu de vistos gold porque é uma porta aberta à corrupção. E o que é que nós fazemos? Mantemo-los!", afirma.

11h27: Nuno Melo lembra que António Costa foi número dois de Sócrates. Invoca ainda os nomes de Pedro Marques e de Pedro Silva Pereira. "Essa cara nova de Pedro Marques é do mais velho que está visto, desgraçou este país até 2011 e na sua lista, por ali abaixo, está tudo o que de mais traumático fez parte do governo de José Sócrates", diz Nuno Melo.

11h25: "Não há ninguém no país como o PS a comunicar falsamente o contrário do que é a realidade. Os senhores, o que é que conseguiram!? Conseguiram a maior carga fiscal desde que há memória, dizem que é porque a economia cresceu, mas cobram impostos acima do crescimento da economia. Portanto, transformam a justiça fiscal em voracidade fiscal. Conseguiram a dívida maior em Portugal desde que há registo, conseguiram o aproveitamento mais miserável dos fundos comunitários e conseguem que, quando invocam o crescimento da zona euro, Portugal seja o país dos que crescem na zona euro que está lá no fundinho", contra-ataca Nuno Melo. "Quem em 2011 desgraçou o país, trouxe a troika, foi quem hoje vem com esta conversa e, não pedindo desculpa, mostra que nem sequer aprendeu com os erros", diz.

11h23: Nuno Melo diz que CDS defende um imposto sobre as transações financeiras como forma de capitalização do Orçamento Geral do Estado. Dirigindo-se a Margarida Marques, Nuno Melo diz que a candidata a eurodeputada socialista "quer vender o país a preço de saldo criando impostos europeus não percebendo sequer uma coisa muito óbvia: é que o mesmo imposto nunca onerará a mesma forma um país como a Alemanha, França ou Portugal". O eurodeputado centrista diz que estava a evitar trazer para a discussão​​ a política nacional, mas é chegado o momento para responder a Margarida Marques.

11h20: Isenções fiscais dos franceses reformados em Portugal. Margarida Marques sublinha que é uma questão muito importante e que tem de ser tratada ao nível europeu. Defendendo a criação de mecanismos europeus, a candidata socialista diz que a luta contra a fraude e evasão fiscal é "uma luta que tem de ser tratada ao nível europeu". Margarida Marques atira ainda uma outra farpa ao PSD e CDS: "é muito interessante que hoje os partidos que estavam no governo quando Portugal entrou na cooperação reforçada para a criação de um imposto sobre as transações financeiras, hoje venham dizer que são contra iniciativas desta natureza". "Acho lindamente que se crie um imposto sobre as transações financeiras", diz Margarida Marques.

11h18: ​​​​​​Agora é sobre o euro. Margarida Marques diz que tem sido feito um esforço para que sejam criados instrumentos para que o euro se torne numa moeda de convergência. Margarida Marques fala agora na garantia jovem e garantia infância.

11h16: Margarida Marques vira agulhas para outro assunto: a compreensão de quais são as competências da União Europeia e quais as competências dos Estados-membros. "Exatamente para evitar aquilo que disse Marinho e Pinto, e tem razão, que é os Estados-membros [dizerem que] tudo o que corre bem resulta da competência da decisão dos Estados-membros, tudo o que corre mal resulta da UE". Margarida Marques lembra agora a época do governo anterior em que foi a ideia de que "a política do governo anterior foi determinada pela UE". "Os tratados não mudaram, os regulamentos não mudaram, as regras europeias não mudaram e este governo fez diferente", nota Margarida Marques. "É isso que nós temos de entender", diz a candidata do PS lembrando que isso deve ser tido em conta no momento de ir às urnas.

11h15: Para o próximo programa - Horizonte Europa - Margarida Marques defende princípios que obriguem a um equilíbrio regional, ou seja "princípios que evitem que haja Estados-membros que são os principais beneficiários do programa".

11h13: A candidata do PS sublinha que existem progressos no que diz respeito à participação dos estabelecimentos de ensino portugueses no programa Horizonte 2020 "graças ao trabalho das universidades e graças à estratégia do governo". "E o comissário...", ouve-se José Manuel Fernandes dizer referindo-se a Carlos Moedas.

11h11: Margarida Marques, candidata do PS, dá o exemplo do voto jovem na questão do Brexit para sublinhar a importância da ida às urnas. Dirigindo-se à plateia, Margarida Marques diz que "os jovens britânicos estão arrependidos de não terem votado no referendo". "Não deixem ninguém decidir por vós", apela. "O Reino Unido foi um país que esteve sempre na União Europeia com um pé dentro e outro fora e o que o Reino Unido quer hoje é estar fora com um pé dentro", diz Margarida Marques. A candidata lembra que interessa ao Reino Unido ter um acordo de cooperação em áreas determinantes como a defesa, o combate ao terrorismo, a inovação e a educação.

11h09: Eurodeputado do PSD diz que à excepç​​​​​​ão da questão dos refugiados, PCP tem sentido de voto igual à extrema-direita. "O importante é que nas próximas eleições os moderados vençam e aqueles que defendem também a iniciativa privada", conclui José Manuel Fernandes.

11h:06: O Reino Unido continuará ligado à União Europeia, disso tem certeza José Manuel Fernandes. "Até pode dar-se o caso de vir a contribuir com mais do que contribui agora", nota. O eurodeputado diz que os britânicos já começam a perceber que "sair foi um desastre". Invoca agora Marine Le Pen. "Se alguém ouvir a Marine Le Pen, ela tem o discurso de quer sair da UE, quer abandonar o euro, quer destruir a UE. Se alguém ouvir este discurso diz assim: em França é a Marine Le Pen, em Portugal é Pimenta Lopes...", ataca José Manuel Fernandes.

11h05: O eurodeputado do PSD lembra uma outra lição do Brexit: "a maior parte dos jovens são contra a saída do Reino Unido, mas a maior parte dos jovens não foram votar no referendo". Ainda assim, José Manuel Fernandes acredita que à última hora vá existir um acordo.

11h03: José Manuel Fernandes, sobre o Brexit, diz que é uma "situação em que ninguém ganha". "O Reino Unido até perde mais, mas ninguém lucra com isto", diz o eurodeputado. O eurodeputado nota que não foi explicado à população o significado do Brexit. "Isto resulta de uma irresponsabilidade e de não se ter falado verdade à população. Não se disse as consequências do Brexit e é difícil num referendo a uma pergunta complicada, responder sim ou não. É como aqueles que defendem a saída do euro por parte de Portugal - até com um referendo - como o Partido Comunista Português o faz, não explicando às pessoas que isso significava um novo programa de ajustamento, um empobrecimento brutal e depois vocês fazem uma coisa ridícula todos os anos em todos os orçamentos que é pedir uma linha orçamental para financiar os países que queiram sair do euro", aponta José Manuel Fernandes.

11h02: "O PCP ainda vive em 1917", conclui Nuno Melo dizendo que os povos se libertaram e quiseram juntar à Europa depois da queda do muro de Berlim.

11h00: "Os britânicos são o outro lado da balança onde do outro estão franceses e alemães", diz Nuno Melo que elenca vários pontos em que o Reino Unido é forte, seja na área da defesa, seja na investigação. "Qualquer solução que mantenha os britânicos dentro é boa", nota. Nuno Melo vira-se agora para João Pimenta Lopes e diz que não compreende a defesa da União Soviética em 2019. "Eu vejo o partido comunista português a atacar a União Europeia com a mesma força que defende o regime da Venezuela e o ditador alucinado Nicolas Maduro no momento em que milhares de portugueses e luso-descendentes são obrigados a abandonar as suas coisas, vêm para Portugal, vivem mal, dificilmente conseguem ser acolhidos", sublinha.

10h58: Nuno Melo diz que o ciclo de Theresa May chegou ao fim. "Numa futura eleição para o parlamento britânico, essa eleição poderá estar indexada a uma nova consulta ao povo sobre a permanência do país na União Europeia", diz. "Houve uma alteração de circunstâncias que justificará que o povo se pronuncie outra vez", aponta Nuno Melo dizendo que o Reino Unido deveria ficar na União.

10h56: "Até 30 de junho é um prazo realista? Não é! Só se for mesmo para continuar a fazer render isto do ponto de vista da disputa de poder", diz Marisa Matias.

10h55: "Se é para estender o prazo, volta-se à mesa de negociações e reabre-se para os dois lados mas para garantir o direito das pessoas", aponta. "Esta é uma trapalhada que tem a impressão digital de imensas famílias políticas e de muitas instituições, por isso vamos tentar sair daqui com o mínimo de dignidade", conclui Marisa Matias realçando que é necessário cumprir a vontade do povo britânico.

10h54: As chamadas para o centro de informação direta da União aumentaram exponencialmente por causa do Brexit nos últimos três meses, refere Marisa Matias.

10h52: Marisa Matias diz que o impasse do Brexit tem de ser ultrapassado e que as reuniões entre Conservadores e Trabalhistas "já chegaram tarde". "Chegámos a uma situação como esta do Brexit com muita conivência por parte das instituições da União Europeia que alimentaram os devaneios do senhor Cameron", aponta a eurodeputada. "Fez-se o referendo, as pessoas decidiram maioritariamente sair, então há que respeitar", diz Matias. "Alimentou-se a disputa de poder do senhor Cameron, agora anda-se a alimentar as hesitações e a disputa do poder da senhora May", sublinha. "Está aqui em causa a vida das pessoas", lembra. "Uma saída sem acordo não pode ser benéfica de maneira nenhuma".

10h48: ​​​​​​​Pimenta Lopes contesta que a União Europeia seja um projeto de afirmação social e de afirmação de paz, sublinhando que no bloco houve luta dos povos e dos trabalhadores pela conquista de direitos e que não dependeram das políticas europeias. O eurodeputado parte para a questão da paz. "A União Europeia não é um projeto de construção da paz, assim é disso exemplo a invasão e o desmembramento da Jugoslávia que há poucas semanas fez 20 anos o ataque e bombardeamento da Jugoslávia por parte da NATO com a participação de países da União Europeia, mas podíamos falar também do cariz agressivo da UE de intervenção e ingerência sob países soberanos, inclusivamente pela via militar". Iraque, Afeganistão, Líbia e Síria, são os exemplos dados pelo candidato da CDU.

10h45: João Pimenta Lopes sublinha que, em relação ao Brexit, "seria positivo que fosse respeitada a vontade do povo britânico". "Nós temos observado a forma como tem sido conduzido um processo negocial carregado de chantagens e de ameaças que procuram condicionar o processo negocial", diz. "Tem havido um grande esforço para duas coisas: afirmar esta ideia de que não há alternativa à UE e que tudo se fará para se promover um caminho que no fim leve a que aquilo que foi expresso democraticamente não se venha a consumar", sublinha. Pimenta Lopes diz que há outros exemplos na União em que se repetem as votações até que saia o resultado esperado.

10h43: É preciso que os políticos desçam às ruas para explicar a Europa às pessoas, defende ainda Marinho e Pinto e termina com uma frase imponente: "A União Europeia foi a melhor coisa que a humanidade fez até hoje!". Perante risos, Marinho e Pinto ataca o candidato da CDU para dizer que talvez para João Pimenta Lopes se considere melhor a Coreia do Norte, a União Soviética ou Cuba.

10h42: "É preciso que se encontre uma solução", defende Marinho e Pinto lembrando o exemplo da Noruega. O eurodeputado sublinha ainda que a União também precisa do Reino Unido e dá o exemplo da defesa. "O Brexit foi a primeira grande ferida narcísica na União Europeia", sintetiza.

10h40: Brexit vem à conversa. Dar ou não dar ao Reino Unido mais um ano pode começar a partir a União que tem existido entre os 27? Marinho e Pinto cita uma piada ouvida na rádio: "Pode dar-se o caso de o Reino Unido não sair da UE porque a UE acabe antes de o Brexit se concretizar". "Invoco este sketch de humor para dizer que ninguém estava preparado para isto, nem o Reino Unido nem a União Europeia", comenta.

10h38: "Uma das causas da abstenção nas europeias deve-se à circunstância de os governos nacionais - e aqui a crítica vai para o PS e PSD - nacionalizarem o sucesso e europeizarem os insucessos", critica Marinho e Pinto. Transpõe o mesmo argumento para a situação nacional, dizendo que o que se faz de mau é responsabilidade do Bloco e PCP, que o que se faz de bom tem assinatura do PS.

10h36: António Marinho e Pinto, candidato independente, diz que aquilo que se impõe ao Parlamento Europeu são "medidas de combate ao populismo da extrema-direita". "A extrema-direita ameaça o projeto europeu, muitas vezes com a cumplicidade de um populismo de esquerda e extrema-esquerda. É preciso, em primeiro lugar, dignificar o Parlamento Europeu", defende Marinho e Pinto. O eurodeputado defende iniciativa legislativa para o Parlamento Europeu e que a agenda do Parlamento não seja definida pela Comissão Europeia, defende ainda plenários duas vezes por semana. "Há muito trabalho a fazer", diz Marinho e Pinto criticando a atividade do Parlamento Europeu.

10h33: ​​​​​​​Depois há outros eixos e "necessidades de integrar alianças que sejam mais vastas em outros domínios políticos". Cooperação transnacional no combate à fraude e evasão fiscal, defende Marisa Matias. Combate às alterações climáticas, é outra das prioridades em que deve existir uma cooperação transnacional. "Não poderemos esperar mais", diz a eurodeputada do Bloco que volta ainda à "questão do digital". "A nossa integração no digital está para além da fronteira nacional", sublinha defendendo o debate que deve continuar a ser feito.

10h31: Marisa Matias, pelo Bloco de Esquerda, tem esperança que vai chegar o dia em que os cabeças-de-lista vão ser metade homens, metade mulheres. Entretanto, interrompida por Nuno Melo, Marisa Matias sublinha que já é comum essas interrupções. De volta ao discurso, sublinha que a prioridade é "continuar a tentar intervir e construir políticas que em Bruxelas afetam a vida das pessoas". "Tentar apresentar proposta e alternativa para que as vidas das pessoas não sejam tão destruídas como têm sido até aqui por razão daquilo que é definido muitas vezes em Bruxelas e que depois têm os impactos a nível nacional", diz.

10h30: Nuno Melo fala sobre política externa. "Não admitimos o fim do direito de veto na política externa como também em matéria fiscal", aponta. Entre outras coisas, Nuno Melo lembra que quer defender a livre circulação de pessoas, bens serviços e capitais, o programa Erasmus e a Política Agrícola Comum. Diz ainda que é intolerável o "pay gap" entre homens e mulheres. Critica a disparidade de salários entre homens e mulheres.

10h28: Entre as prioridades, Nuno Melo lembra a bandeira do CDS na Europa: "Somos europeístas mas não federalistas". "Acreditamos num projeto de nações", sublinha. Depois a questão dos impostos europeus: "a área tributária é uma matéria soberana dos Estados, somos flagelados com impostos, atingimos a maior carga fiscal, desde que há registos em Portugal, com o governo socialista no comando; atingimos também a dívida mais alta em valor absoluto - o que é também preocupante - e há quem queira defender a possibilidade de Bruxelas lançar impostos europeus e nós somos contra".

10h27: Nuno Melo, eurodeputado do CDS, começa a intervenção por dizer que este é "talvez o meu sétimo ou oitavo debate" e que ainda não conseguiu debater com o candidato do Partido Socialista Pedro Marques. "Falta a todos", critica Melo. "Pode ser que tenhamos sorte até ao dia das eleições em ter o ex-ministro do desinvestimento em debate", lembra.

10h24: "Isto implica, muitas vezes, denunciar aquilo que são constrangimentos óbvios que as políticas da UE impõem à recuperação desses mesmos direitos", sublinha João Pimenta Lopes. "Se não fomos mais longe nestes últimos quatro anos, deve-se à falta de vontade do PS de ir mais longe na recuperação de direitos sociais e laborais mas também as críticas sucessivas e constrangimentos vindos da UE", diz. "Continuaremos a assistir ao euro como um elemento de divergência", diz ainda o representante da CDU.

10h23: João Pimenta Lopes, pela CDU, sublinha que é necessário aproveitar todas as oportunidades de intervenção e reivindicação para "defender todos os possíveis avanços do ponto de vista de direitos sociais, laborais, de desenvolvimento dos próprios setores produtivos".

10h21: Começam as farpas. "Também já aprovámos aquilo que é uma promessa do cabeça de lista do Partido Socialista, o ex-ministro da Propaganda, que vem prometer uma garantia para a criança. Nós já aprovámos uma garantia para a infância no sentido de reforçar o pilar social", diz José Manuel Fernandes. Há processos em atraso que também são essenciais, diz o eurodeputado referindo-se ao Mecanismo de Estabilização Financeira. Convergência e coesão para a zona euro, aponta José Manuel Fernandes como prioridade.

10h20: José Manuel Fernandes, eurodeputado do PSD, toma a palavra, diz que vai manter as prioridades se for eleito. "Mais Portugal para uma melhor União Europeia", sublinha José Manuel Fernandes. "Mais Portugal significa desde logo defender que não haja cortes nos fundos", aponta o eurodeputado. "Neste momento mais de 85% do investimento público que temos em Portugal tem origem no orçamento da UE", lembra.

10h19: Digital como elemento de crescimento económico. Outra das prioridades sublinhadas por Margarida Marques. Inovação é algo a que a UE tem de se dedicar. "Last but not the least", diz Margarida Marques, deve ser aprovado um quadro financeiro plurianual "digno e decente", quer para a União Europeia, quer para Portugal.

10h18: Margarida Marques, candidata a eurodeputada pelo PS, é a primeira a falar. A antiga secretária de Estado para os Assuntos Europeus sublinha a agenda política do PS para a Europa. "Defesa da democracia na Europa" e "A defesa da União Europeia". Um terceiro ponto sublinhado pela candidata: "Encontrar um maior equilíbrio entre aquilo que são as exigências para os Estados-membros em matéria orçamental e em matéria social". "É fundamental dar ao pilar europeu dos direitos sociais um valor jurídico", diz. "Transformar o euro num elemento de convergência e não de divergência", aponta ainda Margarida Marques.

10h15: Arranca o debate na Universidade do Minho. Ainda sem Nuno Melo, eurodeputado do CDS.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de