Santos Silva diz que PS é a "moderação". Costa critica posições ambientais de PSD e CDS

Na campanha socialista, António Costa disse que aqueles que, nas legislativas de 2015, acharam que não valia a pena votar, sabem hoje que teria valido a pena dar mais força ao PS.

O dirigente socialista Augusto Santos Silva considerou hoje que o PS representa em Portugal e na Europa a "moderação" que recusa a austeridade e o neoliberalismo, mas também aventureirismos e a "imprudência do não pagamos" a dívida.

Na sua breve intervenção, o ministro dos Negócios Estrangeiros procurou sobretudo traçar linhas de demarcação em termos de projeto político em relação às forças à direita e à esquerda do PS.

Depois de críticas ao neoliberalismo, ao conservadorismo e à lógica do "pensamento único", ao qual associou o anterior executivo, Augusto Santos Silva defendeu que o voto do PS "é o certo por representar a moderação".

"É o voto no exemplo do nosso Governo que pôs em prática uma nova política, virou a página da austeridade, repôs salários e pensões, descongelou as carreiras, aumentou o abono de família e reduziu o desemprego, sem nunca pôr em causa as regras europeias, sem nunca pôr em causa a nossa pertença à zona euro", disse, antes de se dirigir aos setores à esquerda do PS.

"Connosco ninguém cometeu a imprudência de dizer 'não pagamos a dívida', ou 'queremos sair do euro', ou 'queremos pôr em causa a União Europeia'. O voto no PS é o voto não só daqueles que querem a Europa, como também daqueles que percebem que políticas moderadas, políticas orçamentais rigorosas e políticas sociais progressistas são possíveis na União Europeia", acentuou.

O ministro dos Negócios Estrangeiro reiterou também a posição do secretário-geral do PS, António Costa, de que os socialistas devem "liderar a frente progressista europeísta" contra a extrema-direita, mas introduziu a observação de que, no Parlamento Europeu, por vezes, os dois extremos votam da mesma maneira.

"A extrema-direita não se combate com extremismo. Nenhum eurodeputado do PS juntará o seu sentido de voto ao da extrema-direita", assegurou, antes de criticar as lógicas "de aventureirismo" à esquerda dos socialistas.

"Não queremos que regressem os tempos da direita que defendeu ir além da 'troika', mas também temos de dizer não aos aventureirismos, não à imprudência, não aos radicalismos e não aos extremismos", acrescentou.

Costa acusa PSD e CDS de nada terem feito para combater as alterações climáticas


O secretário-geral do PS acusou hoje PSD e CDS-PP de nada fazerem para combater as alterações climáticas, afirmando que votaram contra a redução do preço dos passes sociais e que o anterior Governo desinvestiu no transporte público.

Estas críticas foram feitas por António Costa, na véspera de jovens de mais de 100 países terem convocado uma "greve climática", exigindo medidas a favor da proteção do ambiente.

"Ouvi recentemente o PSD e o CDS dizerem que também estão preocupados com as alterações climáticas, mas esses partidos são os mesmos que combateram uma política energética que desse prioridade às energias renováveis, que travaram o projeto da mobilidade elétrica e que votaram contra na Assembleia da República o mais poderoso instrumento de promoção do transporte público: A nova geração de passes únicos, que diminuiu significativamente o custo dos transportes para as famílias e promoveu a mobilidade sustentável", declarou.

Neste ponto, o líder socialista fez questão de acentuar que, nas eleições de domingo, os partidos em disputa "não são todos iguais", designadamente em matéria ambiental.

"Há aqueles que se limitam a dizer que são contra as alterações climáticas, que desinvestiram no transporte público e votaram contra a criação do passe único. Depois, há aqueles que trabalham com os nossos autarcas para criar o passe único. PSD e CDS podem dizer que estão contra as alterações climáticas, mas nada fazem de concreto para as combater", acusou.

Pedro Marques defende que o PS melhorou muito o país e diz-se "honrado" por suceder a Assis

O candidato socialista europeu Pedro Marques disse hoje que o PS conseguiu mudar o país "para muito melhor", depois de a direita que governou Portugal ter arrancado "a esperança e os sonhos" aos portugueses.

Perante mais de 1.000 pessoas, num jantar comício em Matosinhos, o cabeça de lista do PS acusou a direita, "de Passos Coelho, de Paulo Rangel, de Nuno Melo", de ter arrancado aos portugueses "a esperança e os sonhos" e lhes levar os filhos para a emigração.

"Conseguimos mudar para muito melhor o presente e o futuro de Portugal", frisou Pedro Marques, para quem a "vida dura de todos os dias" dos portugueses "passou a ter um pouco mais de conforto", depois de a direita não ter permitido ao país "sonhar".

O anterior cabeça de lista dos socialistas nas eleições europeias de 2014, Francisco Assis, marcou presença no jantar comício que decorreu no Centro de Desportos e Congressos de Matosinhos e, embora não tenha discursado, recebeu elogios de Pedro Marques.

"Honra-me muito que aqui estejas hoje connosco. É muito importante para nós, porque é um sinal do trabalho que fizeram ao longo dos últimos cinco anos", referiu, dizendo sentir-se honrado por suceder "às batalhas que travaram" em nome do PS e em nome de Portugal.

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