"Extrema-direita é uma sombra que se está a estender pela Europa e em França"

A campanha para as eleições europeias chega esta sexta-feira ao fim. Os 11 principais cabeças de lista franceses participaram num último debate, na noite de quinta-feira.

Ao longo de três horas, os candidatos franceses ao Parlamento Europeu foram confrontados com questões sobre a Europa e as suas fronteiras.

Em debate levantou-se a questão: "Caso um novo navio Aquarius peça ajuda à França, o que responderiam?". Entre o 'sim' e o 'nāo', houve reticências e os cabeças-de-lista mostraram estar divididos.

As sondagens apontam favoritismo ao candidato do partido de extrema-direita e ao partido no poder. A candidata d"A República Em Marcha, Nathalie Loiseau, resumiu este último debate dizendo que "é sempre importante falar aos franceses, mas é frustrante ter pouco tempo para falar de tantos assuntos, assuntos esses importantes para o nosso futuro, para o futuro de cada francês, para os mais e menos jovens. Foi bom exprimir ideias, mas houve frustrações ao ouvir contra verdades, faltou tempo e por vezes o debate tornou-se uma cacofonia".

Benoît Hamon, antigo candidato presidencial e candidato independente do movimento geração S, confrontou Jordan Bardella sobre o fecho de fronteiras.

"Ele é jovem e encarna uma forma de energia e de força dos nossos tempos... e representa a sombra que se estende pela Europa e em França. A sombra de uma extrema-direita que domina a paisagem política pelos temas, pelas teses retomadas pelos adversários e meios de comunicação até chegar à opinião publica", confrontou Benoît Hamon.

"Vou responder-lhe que estou farto dessa ditadura emocional da esquerda e penso que os franceses também estão fartos porque a maioria dessas almas, geralmente de esquerda e por vezes de direita dāo-nos lições quanto ao acolhimento de migrantes. Acolher migrantes é sempre bom, mas em casa e com o dinheiro dos outros", respondeu Jordan Bardella, de 23 anos, cabeça-de-lista da União Nacional.

No final do debate, os 11 candidatos dirigiram-se aos jovens apelando ao voto. As últimas eleições Europeias e as mais recentes sondagens indicam que apenas um em cada quatro jovens vai votar para eleger representantes no Parlamento Europeu.

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