Aliança não se sente derrotado, mas ser "o primeiro da liga de honra" não chega

Partido não conseguiu eleger qualquer deputado.

O cabeça de lista do Aliança, Paulo Sande surge ao lado de Pedro Santana Lopes a lamentar o facto de o partido ter falhado o objetivo principal: eleger pelo menos um eurodeputado.

"O Povo português escolheu e escolheu não mudar", disse Paulo Sande perante os militantes, instando os partidos portugueses a mudarem o comportamento no Parlamento Europeu "por que é preciso fazer a diferença".

O cabeça de lista do Aliança "não assume a derrota", sendo este "o começo de um caminho".

Na reação às projeções, Santana Lopes garante que o insucesso na eleição de pelo menos um eurodeputado pelo Aliança não coloca o projeto do partido em causa.

"Se este fosse um partido com a idade dos partidos que têm representação parlamentar, seria uma derrota. Fizemos o nosso congresso fundador há quatro ou cinco meses. Com certeza que não é uma vitória. Não é também um empate", defendeu o presidente do partido.

Tendo em conta que o partido ficaria "satisfeito" com a eleição de um eurodeputado, Santana Lopes não teve problemas em assumir que o resultado não é satisfatório para Portugal.

"Tínhamos uma grande equipa a começar pelo cabeça de lista. Portugal ganharia muito se os tivesse escolhido", defende Santana Lopes, salientando que, em democracia, é necessário respeitar a maioria, mesmo que essa maioria seja "uma enorme abstenção".

Aludindo ao discurso desportivo, o líder do partido diz que não se contenta com o facto de "ser o primeiro partido dos que não têm representação parlamentar", dizendo que é como ser "o primeiro da liga de honra".

Embora ainda não sejam conhecidos os resultados finais - e reconhecendo que a noite eleitoral ainda está no início - Santana Lopes concluiu que o resultado ficou "aquém" do que gostariam de ter alcançado, agradecendo aos militantes do Aliança "em todo o país".

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