Ana Gomes quer Pedro Marques como "ponta-de-lança de causas" no Parlamento Europeu

Eurodeputada esteve com o cabeça de lista do PS em Sintra e afirmou que Pedro Marques pode continuar o trabalho em "causas" como a luta contra a corrupção. Basílio Horta diz que voto no PS é "voto pela democracia".

Tal como outros cabeças de lista ao Parlamento Europeu, também Pedro Marques aproveitou parte do dia desta segunda-feira para se preparar para o debate televisivo que reúne alguns dos principais candidatos, mas, antes do debate, o candidato socialista rumou ao concelho de Sintra, e foi lá que se encontrou com Ana Gomes, a ainda eurodeputada do PS que, em tempo de campanha eleitoral, não quis deixar de manifestar apoio à candidatura e salientar a confiança que tem no trabalho do antigo ministro.

"Não tenho dúvidas de que vou ter, na equipa do PS, vários pontas-de-lança para as minhas causas, aquelas que travei no Parlamento Europeu e que vou continuar a travar em Portugal", disse a eurodeputada, que, depois de se sentar à mesa do Café Saudade com Pedro Marques, mas também com Basílio Horta - o autarca que é, desde 2013, apoiado na presidência da Câmara Municipal pelo PS -, adiantou: "Vou estar em contacto com eles, mas isso vai depender muto das áreas em que cada eurodeputado vai trabalhar".

Combinada, porém, não anunciada, a presença de Ana Gomes naquele café situado no centro da vila de Sintra surpreendeu alguns dos jornalistas, mas não a restante comitiva, que já tinha preparado o breve encontro. que serviu, sobretudo, para que a socialista - que agora, ao fim de três mandatos, deixa o Parlamento Europeu - pudesse manifestar o apoio ao 'número um' do PS nestas europeias.

"Ter uma marca portuguesa que contribua para uma Europa democrática e para justiça social é essencial", afirmou ainda Ana Gomes, que, nos últimos anos, tem tentado colocar temas como o combate à corrupção e ao branqueamento de capitais no centro do debate.

Apesar disso, em declarações à TSF, a eurodeputada - que tem participado nalguns debates organizados por "grupos de estudos, cidadãos ou organizações profissionais" - aproveitou também para lamentar a forma como tem decorrido a campanha eleitoral, considerando que, de uma forma geral, o modelo definido e seguido pelos vários partidos está "obsoleto".

"Penso que o estilo de campanhas que se faz por todos os partidos está completamente obsoleto. Esta cena das arruadas e dos comícios só contribui para o 'soundbite', não contribui para esclarecer os cidadãos", disse Ana Gomes, que sublinha a importância de que se realizem, com mais frequência, sessões de esclarecimento onde os eleitores possam "participar, colocar questões e confrontar as diferentes formações políticas com as suas posições".

Basílio com Pedro e contra Órban. "Quem votar no PS vota na democracia"

Pouco antes do encontro com Ana Gomes, o cabeça de lista do PS às europeias foi recebido, durante cerca de 15 minutos, pelo presidente da Câmara Municipal de Sintra, Basílio Horta, que fez questão de elogiar a candidatura do PS, referindo-a como a opção pela "democracia" e pela "liberdade"

"Quem votar no PS vota na democracia na liberdade, no respeito pelos direitos liberdades e garantias. Quando o recebo aqui, recebo toda esta tradição do PS, todo este compromisso com a liberdade e a democracia", disse Basílio Horta ao socialista Pedro Marques, após defender que, entre os partidos que vão a votos, há quem tenha como "modelo" o polémico primeiro-ministro húngaro Viktor Orban. "Há um grande debate na Europa, entre os que querem uma Europa democrática e os que têm como modelo Orban e também a Polónia, onde os direitos liberdades e garantias não são respeitados".

Por seu lado, Pedro Marques garantiu que estas são matérias prioritárias para o Partido Socialista: "Discutimos os direitos e liberdades fundamentais da Europa e esse é um combate fundamental do PS e dos socialistas europeus".

Continuar a ler

Patrocinado

Apoio de

Patrocinado

Apoio de

Patrocinado

Apoio de