"É preciso votar para defender a paz na Europa", diz Marinho e Pinto

António Marinho e Pinto afirmou que é preciso votar para defender a democracia, a liberdade e a paz na Europa, que considera estarem ameaçadas.

"A Europa está ameaçada e quando dizemos que a Europa e a União Europeia estão ameaçadas é a democracia, é a liberdade, é o pluralismo, é a paz que está ameaçada", defendeu Marinho e Pinto, que falava aos jornalistas depois de ter votado na Escola Secundária José Falcão, em Coimbra.

"Há pulsões belicistas muito fortes dentro da Europa, há pulsões liberticidas, há pessoas e poderes da Europa que não convivem com a liberdade nem com o pluralismo e, portanto, votar, independentemente do partido em que se vota, é, em si, um ato que, mais do que o projeto europeu, reforça a democracia na Europa, reforça o pluralismo, a liberdade e a paz", afirmou.

Esse "é o grande bem que a Europa conseguiu nos últimos 70/80 anos e que infelizmente as novas gerações não valorizam", sustentou o cabeça de lista do PDR.

Quem nasce e vive em paz dá "pouco valor à paz", acrescentou o candidato a novo mandato no Parlamento Europeu (PE), defendendo que é necessário "recordar as tragédias que a Europa teve na sua história, as tragédias, as hecatombes do século XX" que ela "provocou no seu interior e no mundo", para se valorizar "este projeto de paz, de liberdade, de prosperidade, de desenvolvimento".

Há "muitas críticas a fazer à Europa", mas há uma base em relação à qual "estamos de acordo", defendeu Marinho e Pinto.

Para combater a abstenção, disse que devem ser debatidos os problemas europeus e não "andar com falsas divergências, não andar com teatralizações grotescas sobre os problemas dos europeus" e "discutir a Europa no que ela tem de verdadeiramente importante".

Os partidos não devem utilizar "o poder para beneficiarem as suas clientelas, mas para beneficiarem os povos" que os elegeram, disse ainda Marinho e Pinto, salientando que os jornalistas e os meios de comunicação social também têm um papel muito importante.

"É preciso que a comunicação social, o jornalismo seja realmente um contrapoder e não uma espécie de cortesão do poder", realçou Marinho e Pinto, para quem não há "poder democrático se não houver uma comunicação social que se assuma como contrapoder".

Sobre a mensagem de sábado do Presidente da República apelando à participação dos portugueses nas eleições, Marinho e Pinto disse que esta "é das poucas coisas com que está de acordo" com Marcelo Rebelo de Sousa "nos últimos meses ou até durante o seu mandato".

Cerca de 10,7 milhões de eleitores são hoje chamados a eleger os 21 deputados portugueses ao Parlamento Europeu, numas eleições a que concorrem 17 listas.

Votam para as eleições ao Parlamento Europeu cerca de 400 milhões de cidadãos dos 28 países da União Europeia, que elegem, no total, 751 deputados.

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