"Eu não abandono. Eu assumo as minhas responsabilidades." Rio aponta a outubro

Líder social-democrata garantiu que não vai abandonar as suas funções e deixou mesmo um desafio para as legislativas: que o PSD seja a alternativa ao PS.

O presidente do PSD, Rui Rio, garante que não sai da liderança do partido e que assume as suas responsabilidades no cargo da liderança social-democrata. Na reação aos resultados das Europeias, deixou ainda um objetivo para as legislativas: "Só o PSD é que pode ser alternativa, em outubro, ao PS."

A intervenção do líder do PSD começou com os parabéns a António Costa e Pedro Marques pela vitória do PS nas eleições Europeias deste domingo. Depressa mostrou, no entanto, que queria deixar para trás os resultados deste ato eleitoral e, quando questionado sobre a possibilidade de continuar na liderança do partido e levar o PSD a um bom resultado em outubro, Rio foi claro.

"Claro que tenho condições para levar o PSD a um bom resultado. Que fique aqui claro: ando há 61 anos nesta vida e há muitos anos na vida pública. Eu não abandono. Eu assumo as minhas responsabilidades", afirmou Rui Rio na reação aos resultados eleitorais das Europeias deste domingo.

"Só se eu estivesse completamente farto é que aproveitava esta desculpa para me ir embora e fugir às minhas responsabilidades. Uma eleição europeia não tem a ver com as legislativas", acrescentou.

Sobre o cenário em outubro, Rio acredita que terá o partido do seu lado: "Se já foi difícil andar um ano com turbulência interna e chegar a estas eleições assim, como não será chegar a outubro se entretanto vierem fazer a mesma coisa?"

Na análise aos resultados obtidos este domingo, Rio foi claro: a responsabilidade pelos resultados é "do PSD como um todo. O Dr. Paulo Rangel tem um pouco mais de responsabilidade e eu também, porque sou líder do partido. Ponto."

Apesar da abstenção "brutal" que não permite fazer muitas leituras acerca desta votação, Rio defende que há uma "evidente": ou o PSD "chega a outubro como uma alternativa ao PS, ou não há em Portugal alternativa ao PS. Só o PSD é que pode ser alternativa, em outubro, ao PS".

Sobre a campanha de todos os partidos, o presidente do PSD classificou-a de "tradicional", sublinhando que é tempo de arranjar "novas formas" de a fazer.

"A taxa de abstenção é uma derrota para todos os partidos, sem exceção. Dos grandes aos pequenos", defendeu Rio, notando ainda o "contraciclo" português, que registou mais abstenção quando a mesma desceu na Europa. "Os partidos têm, acima de tudo, de ser capazes de dialogar por Portugal."

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