André Ventura "muito contente" com apoio do Patriarcado

Como uma "pessoa muito religiosa", André Ventura gostou da posição do Patriarcado de Lisboa.

O cabeça de lista da coligação Basta, André Ventura, manifestou-se, esta quinta-feira, "muito contente" pela inclusão daquela formação política no apelo ao voto do Patriarcado de Lisboa nas redes sociais, apesar da "cedência à pressão" da retirada dessa publicação.

"É sabido que sou uma pessoa muito religiosa, até pela minha formação. Fiquei muito contente com isso, de resto, não vou entrar em polémicas se deviam ter feito ou não deviam ter feito", afirmou André Ventura aos jornalistas, durante uma ação de campanha, em Algés, no concelho de Oeiras.

Em causa está uma mensagem colocada na rede social Facebook por parte do Patriarcado de Lisboa na qual, entre as forças políticas concorrentes às eleições europeias de 26 de maio, eram destacados a coligação Basta, Nós Cidadãos e CDS-PP como aquelas que se opõem à liberalização da eutanásia, da chamada maternidade de substituição, e à descriminalização do aborto.

Para André Ventura, com a posterior retirada da publicação, "houve uma certa cedência à pressão, que é normal nestas alturas eleitorais, em que há muita pressão política".

"Há muita pressão sobre quem é o André Ventura e os valores que representa e a Igreja quis, naturalmente, marcar a posição que tem enquanto Igreja sem se associar a nenhum partido", afirmou.

De acordo com André Ventura, "os católicos têm hoje a maturidade suficiente para perceber a diferença entre política e religião".

"Ter o apoio dos cristãos, dos católicos, é um orgulho enorme, é só isso que posso dizer. A Igreja tem vindo cada vez mais, e o papa também o tem feito, a pedir que os cristãos tenham intervenção no espaço público. Não podemos estar sempre a dizer para ter intervenção, mas depois quando chega a épocas eleitorais queremos que as instituições cristãs e católicas estejam em silêncio", argumentou.

André Ventura e uma comitiva de apoiantes com algumas bandeiras da coligação formada pelo Chega, PPM e PPV-CDC, apanharam hoje à tarde o comboio no Cais do Sodré, em Lisboa, saindo em Algés, já no concelho de Oeiras.

Sem abordar os passageiros, muitos eram turistas, o cabeça de lista prosseguiu com um passeio pelas ruas centrais de Algés também sem meter conversa, mesmo quando era reconhecido e associado ao comentário desportivo que exerce num canal de televisão por cabo.

"É já no sábado", respondeu à distância para um grupo de homens concentrado junto à estação, numa referência ao campeonato de futebol.

No jardim do Palácio Anjos, um equipamento da Câmara de Oeiras, onde falou à comunicação social, André Ventura teve atitude semelhante. Abeirando-se de um grupo de homens que jogava às cartas deu as boas-tardes, mas não se deteve em cumprimentos, apesar de ser reconhecido de forma positiva.

A caminho do mercado de Algés, foi saudado por um apoiante, que disse já ter votado em André Ventura quando foi candidato do PSD à Câmara de Loures, numa campanha em que insistiu num discurso relativamente à comunidade cigana, com mensagens como a dependência de subsídios.

Também este apoiante era do clube de André Ventura e o candidato comentou uns metros à frente com a comitiva: "Se fosse para a presidência do Benfica era mais fácil".

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