Europeias: assalto popular contra Macron com vitória da extrema-direita em França

A União Nacional de Marine Le Pen venceu as eleições Europeias, superando o resultado d"A República Em Marcha do Presidente Emmanuel Macron, segundo apontam várias sondagens à saída das urnas.

Em França, perto de 47 milhões de eleitores foram, este domingo, chamados às urnas para eleger 79 eurodeputados franceses, mais cinco do que em 2014, depois da decisão do Reino Unido deixar a União Europeias.

A União Nacional atinge 24,20% dos votos, contra os 22,40% da República em Marcha. O partido Europa Ecologista Os Verdes assume o terceiro lugar com 12,70% e ultrapassa a direita d"Os Republicanos que obteve 8,5%. Já a França Insubmissa e o Partido Socialista alcançam 6,20% dos votos.

O Duelo Emmanuel Macron- Marine Le Pen repetiu-se este domingo, e se há dois anos os franceses arbitraram em favor do partido A República Em Marcha na segunda volta das eleições presidenciais de 2017, hoje não fizeram a mesma escolha.

"Não haverá mudança política e o governo francês vai manter o programa para o resto do quinquénio", afirmou o primeiro-ministro francês. Para Edouard Philippe, "as antigas clivagens" desaparecerem "e novas aparecerem".

O primeiro-ministro diz ter recebido "com humildade" os resultados das eleições europeias, estimando que "quando somos o número dois num ato eleitoral, não podemos dizer que somos vencedores". "Amanhā estarei pronto para prosseguir o projeto do Presidente", frisou.

A lista encabeçada por Jordan Bardella passa à frente do partido de Nathalie Loiseau, com uma vantagem de 1 a 2 pontos, segundo vários institutos de sondagens franceses.

"Os franceses infligiram uma sanção clara e uma lição de humildade ao Presidente da República", declarou o cabeça-de-lista da União Nacional. Jordan Benalla afirmou que "foi (Emmanuel Macron) e a sua política que foram rejeitadas" neste escrutínio.

"Somos esta noite a terceira força política", afirmou o cabeça de lista da Europa Ecologia os Verdes. Uma surpresa que se explica, segundo Yannick Jadot, pela forte participação dos eleitores.

A taxa de participação nestas eleições europeias é "a mais elevada dos últimos vinte anos", estimada em 51% nos 27 países da União Europeia sem contar com o Reino Unido, anunciou o Parlamento europeu. Em França a participação também aumentou para 51,7%.

O candidato do partido Os Republicanos assume que a França atravessa uma crise democrática. "A conclusão que retiro deste resultado é uma profunda crise que atravessa a nossa democracia. "Muitos eleitores usaram o voto para contestar a política conduzida por Emmanuel Macron ou para evitar o risco da subida da União Nacional. Ora, uma democracia não encontra equilíbrio quando um boletim de voto serve para eliminar", afirmou François-Xavier Bellamy.

"A crise dos coletes amarelos e o duelo entre Emmanuel Macron e Marine Le Pen contribuiu para colocar a lista de Jordan Bardella como alvo do voto anti-Macron", aponto Jérôme Fourquet director do departamento de opinão do instituto Ifop.

A participação dos eleitores franceses neste escrutínio foi superior à de 2014, "os eleitores de marine Le Pen mobilizaram-se porque sabiam que era possível vingarem-se, simbolicamente, das eleições presidenciais", nas quais Marine Le Pen perdeu 34%, contra os 66% de Emmanuel Macron, explicou o politólogo francês Jean-Yves Camus.

A União Nacional volta a ser o principal partido francês representado no Parlamento europeu, onde vai dirigir, com a Liga Itália, um « grande grupo » de partidos nacionalistas e eurocéticos.

Esta vitória reconforta Marine Le Pen no seu papel de primeira força da oposição, apesar d"Os Republicanos continuarem a ser o principal partido da oposição no Parlamento.

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