"O voto que conta é o voto na Marisa Matias, a campeã do clima, a campeã dos direitos humanos"

No já tradicional mega-almoço que o Bloco de Esquerda faz a meio das corrida eleitorais, Catarina Martins apelou ao voto de quem confiou no BE em 2015 e em Marisa para Belém.

A coordenadora bloquista, Catarina Martins, apelou este sábado ao voto na candidatura do partido às europeias de quem "confiou no BE em 2015 e quem votou na Marisa Matias" nas últimas presidenciais, pedindo que no dia 26 "não fiquem em casa".

Conforme é já tradição nas corridas eleitorais do BE, a meio da campanha o partido reúne-se em Lisboa para um "mega-almoço", que este sábado junta cerca de 900 pessoas na Sala Tejo do Altice Arena, que ouviram o maior apelo ao voto dos discursos desta campanha eleitoral.

"O apelo que faço hoje, agora que entramos nesta última semana de campanha, o apelo que faço é que quem confiou no Bloco de Esquerda em 2015, quem votou na Marisa Matias em 2016, no dia 26 de maio não fique em casa", pediu Catarina Martins, que falou antes da primeira candidata bloquista, a eurodeputada Marisa Matias.

Ao som de Arcade Fire, com a música "No cars go", a líder bloquista subiu ao palco para pedir o voto dos "pensionistas que em 2015 votaram no BE contra os cortes nas pensões" ou dos "trabalhadores que Pedro Passos Coelho prometeu empobrecer", insistindo no apelo para que vão às urnas no dia das eleições europeias.

"Apelo também àqueles que nunca votaram no BE, que não votaram na Marisa Matias, mas que sabem com quem têm estado ao longo destes anos, sabem quem têm encontrado nas suas lutas, no que conta, sabem que quem tem estado, lado a lado, com cada um, com cada uma é o Bloco de Esquerda", pediu, num segundo apelo ao voto.

Catarina Martins foi perentória no final do discurso: "o voto que conta é o voto no Bloco, é o voto na Marisa Matias, a campeã do clima, a campeã dos direitos humanos".

"Só a esquerda" pode dar a nova Europa "às gerações que desconfiam"

Por seu turno, a cabeça de lista do BE às europeias defendeu que "só a esquerda" pode dar uma nova Europa "às gerações que desconfiam do sentido" seguido, criticando o "festival de hipocrisia" de PS, PSD e CDS-PP sobre orçamentos comunitários.

"Aos irresponsáveis que estão a destruir a Europa, a alimentar os ódios, a semear a violência, a dividir os povos eu digo: as novas gerações que desconfiam do sentido desta Europa exigem uma nova cooperação europeia e só a esquerda lhes pode dar essa cooperação e essa nova Europa", avisou a primeira candidata do BE, a eurodeputada Marisa Matias.

O nome "Marisa Matias" foi entoado ao ritmo da música 'Seven Nation Army', dos The White Stripes, enquanto a candidata se dirigia ao palco para explicar que está "nesta campanha para discutir a Europa".

"Nas últimas semanas vocês viram que eu recusei sempre debater nos termos dos meus adversário, recusei perder-me no labirinto das restrições, do respeitinho que é muito lindo, dos salamaleques de instituições que ignoram pessoas ou nesse festival permanente e constante de hipocrisia de PS, CDS, PSD, que aprovam todos os anos o orçamento comunitário e prometem a cada eleição que desta vez, mas é desta vez, é que vão mesmo arrepender-se. Nós não acreditamos", criticou.

A eurodeputada recandidata a um terceiro mandato explicou que corre o "país nesta campanha" e é da Europa e da "nossa terra" que está a falar quando aborda temas como a educação, saúde ou cuidadores informais.

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