CDU não quer entrar em "questiúnculas" na campanha para as Europeias

João Ferreira recusa entrar em "fulanizações, apreciações mais ou menos depreciativas sobre este ou aquele candidato".

O cabeça de lista europeu da CDU rejeitou hoje embarcar naquilo que considera ser uma campanha de "questiúnculas", "fulanizações" e até "ataques pessoais" por parte de PS, PSD e CDS-PP, garantindo ir concentrar-se nas questões europeias com implicações em Portugal.

"Não contem connosco para desviar esta campanha disto que nos parece o essencial, para questões ou questiúnculas acessórias, fulanizações, apreciações mais ou menos depreciativas sobre este ou aquele candidato", afirmou João Ferreira.

O eurodeputado comunista falava aos jornalistas no meio de uma "arruada" no centro histórico de Évora, num percurso animado por palavras de ordem - "a CDU avança, com toda a confiança" - e bandeiras empunhadas por dezenas de apoiantes.

"Se quiserem fazer uma pergunta embaraçosa a candidatos do PS, PSD ou CDS, perguntem-lhes em que questões verdadeiramente importantes no Parlamento Europeu, nos últimos anos, não votaram ao lado uns dos outros. Talvez se surpreendam com a resposta, mas é a resposta que explica que esta campanha esteja, por parte dessas forças, a ser desviada para questiúnculas, fulanizações, ataques pessoais nalguns casos", lamentou.

A caravana pedestre da CDU realizou um percurso entre a Sé de Évora, passando pela praça do Giraldo até à praça Luís de Camões, onde estava instalada uma tribuna para os discursos finais.

"Pela nossa parte, não contam com isso. Centraremos esta campanha no que verdadeiramente importa - debate de grandes questões e problemas nacionais e o que têm de relação com a União Europeia e decisões tomadas ao nível do Parlamento Europeu", assegurou o recandidato comunista.

Segundo João Ferreira, "a CDU está a fazer um esforço nesta campanha por trazer para o centro aquilo que são grandes questões nacionais na relação que têm com decisões e questões discutidas ao nível da União Europeia".

"Estamos à vontade para prestar contas do trabalho que fizemos e também para dizer aquilo que queremos ir para lá fazer. Percebemos o embaraço de outros que, tendo dificuldade de se distinguir no essencial, têm de ir buscar o acessório", afirmou.

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