Joe Berardo é apenas "ponta do icebergue" da promiscuidade

O comunista esteve no Algarve e falou sobre a polémica do caso de Joe Berardo, considerando que há mais além do economista.

O candidato europeu da CDU desvalorizou, esta quinta-feira, a eventual retirada das comendas ao empresário Joe Berardo, sublinhando que o colecionador de arte é somente a "ponta do icebergue" da "promiscuidade entre poder financeiro, económico, e poder político".

Numa "arruada" de campanha pelas ruas centrais de Silves, no Algarve, João Ferreira foi questionado sobre a reunião de sexta-feira do Conselho das Ordens Nacionais que vai debruçar-se sobre a abertura de um processo para a retirada das condecorações honoríficas ao empresário madeirense, na sequência das suas declarações na comissão parlamentar de inquérito à Caixa Geral de Depósitos.

"Acho que há coisas mais importantes do que saber se as comendas são ou não retiradas. Temos dito que este caso é a ponta de um icebergue e há quem esteja interessado em apontar só para a ponta do icebergue esquecendo tudo o que está por debaixo", disse.

A mesma comissão parlamentar de inquérito deu hoje parecer positivo, a pedido do presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, à proposta do CDS-PP de retirar a condecoração da Ordem do Infante D. Henrique a Joe Berardo.

"Nós queremos que se olhe para tudo o que está por baixo. Aquilo que está por debaixo é uma promiscuidade entre poder financeiro, económico, e poder político que vem desde há vários anos e envolve vários governos", continuou João Ferreira.

O eurodeputado comunista sublinhou que "os créditos [bancários] que foram dados a essa pessoa [Berardo], como a outros, foram concedidos por alguém, por administradores nomeados por determinados partidos".

"Há que fazer essa responsabilização. Centrar a discussão apenas nas comendas pode interessar a alguns porque esconde tudo o resto, mas é necessário olhar para o icebergue de que Berardo é apenas uma ponta", concluiu.

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