Europeias nos países nórdicos: do recorde aos roubos de boletins de votos

Eleições Europeias na Suécia ficaram marcadas pelo desaparecimento de boletins de votos.

Nos países nórdicos a ida às urnas variou entre os 43% na Finlândia e mais de 60% na Dinamarca, um recorde em eleições Europeias nesta parte da Europa.

Na Finlândia, as projeções apontam para ganhos fortes dos conservadores e verdes, ao passo que o SPD, trabalhistas e a direita populista sofrem algumas perdas.

Na vizinha Suécia, a grande incógnita era o resultado da direita populista eurocética, representada pelos Democratas Suecos. Os Democratas suecos, que exigem um referendo para a eventual saída da Suécia da União Europeia e o fim da entrada de mais refugiados no país, tornam-se com 17% no terceiro maior partido sueco, ao passo que os verdes perdem dois em cada três eleitores, ficando-se pelos quatro pontos.

As eleições na Suécia ficaram também marcadas pelo desaparecimento de boletins de votos de diferentes partidos em mais de 40 locais. O que se passa é que nos países nórdicos não se vota com uma cruzinha, mas sim escolhendo um envelope com o boletim do partido em que se quer votar. O que se passa é que alguns eleitores mais ferrenhos roubam os envelopes do partido que mais detestam assim que fecham a cortina, o que causa atrasos quando os roubos depois são detetados.

Na Dinamarca, apesar da questão dos refugiados ter sido um dos temas centrais da campanha eleitoral, a direita populista caiu de 25 para 12% dos votos, com quase todos os outros partidos a subirem, em particular os trabalhistas, que vencem a consulta.

A queda dos populistas explica-se com a adoção de politicas de refugiados mais restritivas pelos partidos tradicionais, o que esvaziou o balão dos populistas dinamarqueses.

Também o movimento popular dinamarquês contra a União Europeia, caiu de 8 para 3%, não elegendo nenhum eurodeputado.

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