Europeias 2019

"Isto que aqui está é Europa." Nuno Melo aponta falhas à UE e ao Governo

De visita a uma aldeia afetada pelos fogos em Monchique, o cabeça de lista centrista às Europeias denunciou o "desaproveitamento" de fundos europeus.

A aldeia de Alferce, "cercada" pelos fogos de Monchique em 2018, foi hoje escolhida por Nuno Melo, candidato do CDS-PP às europeias, para mostrar o que a Europa "pode fazer pelos portugueses" e onde o Governo falhou.

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"Isto que aqui está é Europa", afirmou Melo a apontar para uma casa ardida nos incêndios do ano passado.

Nuno Melo quis simbolizar naquela casa "a Europa que sofreu, que teve bens destes cidadãos europeus destruídos, que canalizou para a sua recuperação dinheiro dos contribuintes europeus, sem que essa recuperação aconteça".

O eurodeputado e cabeça de lista dos centristas às europeias de 26 de maio foi questionado por não falar, há dias, do seu adversário socialista, Pedro Marques, responsabilizando o primeiro-ministro e líder do PS, António Costa, por fazer com que "desaparecesse de circulação", por não falar dele em comícios, e ter optado mais por temas nacionais do que europeus.

Nuno Melo discordou e disse porquê aos jornalistas junto à tal casa que ardeu em 2018 e ainda não foi reconstruída, uma das que 75 habitações destruídas nos fogos que consumiram 75 mil hectares durante o verão de 2018.

"No caso dos fogos, estamos a falar de fundos comunitários, da Europa que altera a vida das pessoas", afirmou, dando de seguida vários exemplos em forma de pergunta e resposta.

"Então nós temos fundos europeus que, no momento das tragédias, são canalizados para a recuperação de casas, para limpeza de florestas, para reflorestação, esses fundos não estão a ser utilizados e não estamos a falar da Europa?", exemplificou.

O mesmo "desaproveitamento" de fundos aplica-se, segundo Nuno Melo, ao programa Mar 2020 ou à Ferrovia 2020, apontando ainda a António Costa, mais uma vez sem se referir a Pedro Marques.

"Não estamos a falar só da Europa académica, em que o doutor António Costa, porventura, gostaria de concentrar a discussão, para evitar o que é obvio, que é o falhanço do Estado. O Estado é representando por quem? Por António Costa, que desperdiça os fundos europeus e não resolve a vida das pessoas onde a Europa pode fazer alguma diferença", afirmou.

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