Quase 15 mil pessoas votaram antecipadamente para as eleições europeias

Quase 15 mil pessoas votaram antecipadamente, este domingo, nas eleições europeias, registando-se uma afluência de 76%, segundo dados do Ministério da Administração Interna (MAI).

De acordo com o MAI, o número total de eleitores que exerceram o voto antecipado em Portugal continental e nas regiões autónomas da Madeira e dos Açores é de 14.909.

Alguns segmentos da população já podiam votar antecipadamente, mas uma das novidades introduzidas neste ato eleitoral é o alargamento dessa possibilidade a todos os portugueses recenseados em território nacional, os quais não precisam de justificar o motivo.

O ministério tutelado por Eduardo Cabrita também adiantou que houve uma afluência às urnas de voto de 76%, de um total de 19.584 pedidos de sufrágio antecipado em mobilidade.

Lisboa foi o distrito onde mais pessoas votaram antecipadamente (5.871) - apesar de apenas 68% dos 8.595 inscritos terem comparecido para votar -, seguido pelo Porto (2.293) e Coimbra (943).

Em relação às regiões autónomas, a ilha da Madeira foi aquela onde mais pessoas votaram antecipadamente (410), seguida pela ilha de São Miguel (272), nos Açores.

As pessoas que votaram antecipadamente em mobilidade representam 0,16% dos portugueses recenseados em território nacional, de um total de 9.329.331 eleitores.

Os restantes 4,675 eleitores que pediram para votar antecipadamente, mas que não exerceram no domingo o direito de voto, ainda o poderão fazer no próprio dia das eleições europeias, 26 de maio, na assembleia ou secção de voto onde se encontram recenseados, segundo a informação disponível no 'site' da Comissão Nacional de Eleições (CNE).

Os eleitores com capacidade eleitoral ativa são 10.761.156 - em Portugal e no estrangeiro -, quando nas anteriores eleições para o Parlamento Europeu, em maio de 2014, eram 9.696.481.

O que correu mal?

Em declarações à TSF, a secretária de Estado Adjunta e da Administração Interna admitiu que houve problemas, durante a realização do voto antecipado, que causaram longas filas.

Isabel Oneto explica que o Executivo vai trabalhar com as autarquias para encontrar soluções para esses bloqueios e promete uma maior acessibilidade, para que o voto antecipado seja mais eficaz nas próximas eleições legislativas, que se realizam a 6 de outubro.

"Vamos, com certeza, com as câmaras municipais analisar a razão destas filas em Lisboa e no Porto e aperfeiçoar o sistema (...), para que, nas eleições legislativas, mais eleitores possam votar antecipadamente", afirmou, apontando que, no caso da capital, será com certeza encontrado um espaço adicional para que a votação decorra com maior fluidez-

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