"Sombras do fascismo" combatem-se com respostas a problemas concretos

No terceiro dia de campanha, Marisa Matias esteve no Fundão, de visita às minas da Panasqueira.

A cabeça de lista do BE às europeias, Marisa Matias, considerou, esta quarta-feira, que é a responder aos problemas concretos dos que ficam "na terra dos pobres" que se combatem "as sombras do fascismo" que "voltam a pairar na Europa".

Marisa Matias começou o terceiro dia de campanha no distrito de Castelo Branco, mais concretamente no Fundão, com uma visita às minas da Panasqueira, tendo-se juntado à comitiva ambientalistas e Isidro Fernandes, um antigo mineiro que se mostrou um verdadeiro guia pela história e memória daquela que apelidou como a "terra dos pobres".

"Numa altura em que voltam a pairar sobre a Europa as sombras do fascismo nós cremos que é muito importante termos memória e não esquecermos. A memória é um passo fundamental para construirmos um futuro", disse Marisa Matias, que falava aos jornalistas no terreno inóspito das escombreiras da mina da Panasqueira, que alimentou de volfrâmio a I e a II Guerra Mundial.

A eurodeputada recandidata citou ainda "o senhor Isidro", que tinha explicado que aquela zona deixou de ser a zona dos ricos e "passou a ser a terra dos pobres".

"É a responder àqueles e àquelas que ficam na terra dos pobres que podemos combater estas sombras que pairam sobre a Europa e que ameaçam o próprio projeto europeu", defendeu.

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