Líderes europeus analisam os resultados eleitorais

A discussão à mesa do jantar entre os líderes dos governos europeus lança oficialmente o debate sobre os cargos de topo, em Bruxelas.

Nos bastidores, já começaram a traçar-se rascunhos do futuro mapa institucional, uma vez que os cargos, que vão ficar disponíveis até ao final do ano, serão decididos em conjunto com a escolha da liderança do executivo comunitário.

Como é hábito na distribuição das cadeiras do poder institucional europeu, os Governos vão procurar um equilíbrio entre as famílias políticas.

O cenário complicou-se desde domingo. Mas, socialistas, conservadores, liberais, verdes e mesmo a esquerda admitem alianças, para que o nome proposto pelo Conselho Europeu possa vir a ser aprovado.

A ideia é encontrar um nome que seja consensual entre os Governos e ao mesmo tempo entre vários grupos parlamentares, para conseguir o aval de uma maioria de eurodeputados.

Para a escolha dos futuros líderes institucionais, os Governos vão olhar também para critérios como os equilíbrios geográficos e de género, tendo em conta que o desenho do mapa institucional terá de enquadrar também as presidências do Conselho Europeu, e do Parlamento, ao mesmo tempo que corre a discussão para a presidência do Banco Central Europeu.

Até outubro, terá de ser nomeado o colégio de comissários, e a respetiva importância da pasta que caberá a cada um dos membros do Executivo de Bruxelas, também será um elemento a ter em conta, para compor o cabaz institucional.

A liderança da diplomacia europeia, economia e finanças, agricultura, ou a política de coesão, são habitualmente os portfolios mais cobiçados dentro da Comissão Europeia.

Não se esperam decisões na reunião desta terça-feira, mas a ideia é não deixar "a discussão arrastar-se por muito tempo", afirmou uma fonte à TSF, para evitar a repetição de "um impasse", na entrada em funções da futura Comissão Europeia.

Qualquer perda de tempo poderia comprometer as discussões importantes, como a do futuro quadro financeiro plurianual, e até provocar atrasos, na distribuição de fundos europeus, lá mais para a frente.

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