Os Verdes contra os extremistas. É o "renascer da esperança" na Europa

Na Alemanha, o partido de extrema-direita conseguiu 11% dos votos, resultado abaixo do partido ecologista, que chegou aos 20,5%. Mas um pouco por toda a Europa começou a fazer-se sentir a força dos Verdes.

O professor Viriato Soromenho Marques considera que a subida dos Verdes nas eleições europeias é o renascer da esperança.

O também membro do Conselho Nacional para o Desenvolvimento Sustentado olha para a subida dos ecologistas como uma resposta aos partidos mais extremistas, a começar na Alemanha. "Havia uma dúvida sobre se os resultados muito positivos que os Verdes alemães estavam a ter na Alemanha - tendo já sido traduzidos no país - poderiam compensar a uma escala europeia a tendência para que países mais extremistas, e muitos deles com credenciais democráticas muitíssimo duvidosas, continuassem a ganhar pontos."

Mas o professor não tem dúvidas: "Uma das coisas boas que esta vitória tem é a de ter ajudado a estancar o crescimento dessas forças altamente desagregadoras do projeto europeu." Esta é, portanto, uma decisão preponderante no "reatar da esperança europeia."

Os Verdes tornaram-se o principal adversário político do partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha, conforme declarou esta segunda-feira o líder daquela força eurocética, em reação aos resultados das eleições europeias e à "onda ecologista" que marcou o escrutínio.

"São os nossos principais adversários, devemos levá-los muito a sério, devemos levar muito a sério um adversário com tal resultado", declarou Jorg Meuthen, líder da AfD.

O partido de extrema-direita conseguiu nas europeias de domingo 11% dos votos (11 eurodeputados), muito atrás da formação ecologista que alcançou 20,5% dos votos (20 eurodeputados), segundo os dados finais disponibilizados pelo Parlamento europeu.

Viriato Soromenho Marques, em entrevista à TSF, regozijou-se com tais avanços por parte dos ambientalistas no Parlamento europeu."É positivo que tenham perdido dezenas de lugares - acho que 80 -, porque penso que as principais ameaças para o projeto europeu são derivadas da conjugação de dois fatores que são tóxicos: por um lado, tínhamos o descontentamento canalizado por forças antieuropeia, que querem voltar a um passado que nunca existiu, e, por outro, os partidos do sistema, os partidos do centro e de centro-esquerda, que foram atingidos por um vírus de imobilismo, de paralisia", criticou o membro do Conselho Nacional para o Desenvolvimento Sustentado.

"Não há qualquer sensibilidade para as reformas necessárias à sobrevivência do projeto europeu", quer por parte de quem está no poder, quer por parte de Salvini e "outras pessoas que têm um projeto de entropia europeia", rematou o professor.

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