Sondagens e futebol. Costa avisa que PS tem de "jogar até ao último minuto"

Num almoço em Viana do Castelo, com o cabeça de lista às europeias, o secretário-geral do PS afirmou que as eleições "são mesmo como este campeonato". Pedro Marques critica entrada de Passos Coelho na campanha.

No dia de todas as decisões no campeonato nacional de futebol, António Costa aproveitou, esta tarde, para comparar as eleições europeias ao que se passa dentro das quatro linhas. Em Viana do Castelo, onde participou num almoço de apoio à candidatura de Pedro Marques para o Parlamento Europeu, o secretário-geral do PS defendeu que, apesar de as sondagens darem a vitória aos socialistas, é preciso lutar "até ao último minuto".

"As eleições são mesmo como este campeonato, jogam-se até ao último minuto - e é até ao último minuto que nós também vamos ter de jogar, sem atirar a toalha ao chão, mas também sem nos deslumbramos com os resultados das sondagens", disse o líder socialista, que insistiu: "Nós sabemos bem que é dia a dia, minuto a minuto que se conquista o resultado - e é isso que vamos ter de fazer como as equipas que hoje estão a disputar o campeonato vão ter de fazer durante 90 minutos", disse, numa referência aos jogos deste sábado de FC Porto e Benfica.

No mesmo sentido, e perante centenas de militantes e simpatizantes socialistas, António Costa deixou então um apelo para o que resta da campanha eleitoral, sublinhando que até dia 26 de maio é preciso "lutar até ao último segundo" por uma "grande vitória pela Europa, por Portugal e pela continuação do rumo da nossa governação".

"Há uma coisa que todos nós sabemos, não se ganham eleições nas sondagens. As eleições ganham-se nas urnas com os votos que entram nas urnas. Só contado voto a voto é que se sabe quem ganha e qual a dimensão dessa vitória", salientou ainda o líder do PS, que deixou o aviso de que, mais do que uma "boa previsão de um bom resultado" nas sondagens, o que conta é o resultado final. "É para os resultados que temos de trabalhar", disse, numa intervenção em que, além de sublinhar o tema dos resultados das sondagens, abordou também matérias como as alterações climáticas ou a transição para o digital.

Pedro Marques critica entrada de Passos Coelho na campanha. Sondagens? "Só a de 26 de maio"

Depois de uma manhã passada nas ruas do centro de Viana do Castelo, onde, acompanhado pelo ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, apelou ao voto dos eleitores e contra a abstenção, Pedro Marques, cabeça de lista do PS, criticou, ao almoço, a entrada de Pedro Passos Coelho na campanha de Paulo Rangel, marcada para a próxima segunda-feira.

"A direita não pára de nos lembrar o caminho para onde quer ir ou para onde quer voltar. Agora vão trazer outra vez Passos Coelho", lamentou o candidato socialista, que acusou o PSD de querer "ressuscitar" os "cortes e sanções" e fazer regressar um antigo presidente social-democrata de que considerou um "engano" as contas do ministro das Finanças, Mário Centeno.

Sobre as sondagens reveladas este sábado e que apontam para uma vitória do PS nas eleições europeias, Pedro Marques garantiu estar "confiante" com a "boa campanha" feita pelos socialistas, mas afirmou que o mais importante é o resultado do dia das eleições.

"A única coisa que as sondagens me trazem é a certeza de que o que senti na rua durante os últimos três meses tem correspondência", disse o candidato, que insiste: "A única sondagem que me preocupa é a de 26 de maio, e vou lutar muito para que todos vão votar".

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