A grande corrida de carros voadores vai acontecer ainda este ano

Airspeeder EXA é a primeira competição do género no mundo, que a Alauda Aeronautics vai promover em três locais a anunciar em breve. O objetivo é acelerar a revolução na mobilidade aérea urbana.

Apertem os cintos e preparem-se para assistir à primeira série de corridas do mundo de carros elétricos voadores. Não, não se trata de uma promoção comercial da saga Guerra das Estrelas. A competição Airspeeder EXA irá acontecer ainda este ano em três locais distintos do planeta, mas que só serão revelados em cima do acontecimento. Há 131 anos, Júlio Verne sonhou com veículos voadores a sobrevoar as cidades em "O Dia de um Jornalista Americano no Ano 2889". E aqui estão eles finalmente prontos para competir a velocidades aéreas que podem atingir os 100 km/hora em 2,8 segundos e subir até 500 metros de altura.

Mas vamos ao início desta aventura para perceber quem está por detrás da corrida mais louca da história da mobilidade. No verão de 2019, o australiano Matthew Pearson, fundador da Alauda Aeronautics, anunciou o seu plano para lançar a primeira série de corridas para veículos elétricos verticais de descolagem e pouso (eVTOL, sigla em inglês). A missão - dizia ele, nessa altura - era acelerar o desenvolvimento da mobilidade aérea de zero emissões da mesma forma que os pioneiros da Fórmula 1 impulsionaram, há quase um século, os avanços na indústria automóvel.

Essa foi a razão para convocar uma equipa de classe mundial de especialistas, engenheiros e designers da F1, da aviação civil e militar, onde estão técnicos da Mclaren, Brabham, Boeing, Jaguar e Rolls-Royce. O resultado são 10 veículos voadores inspirados nos modelos clássicos de 1950 e 1960. O Alauda Airspeeder

Mk3, com quatro metros de cumprimento, pesa 130 quilos e tem uma agilidade incomparavelmente superior às aeronaves convencionais. Segundo o diretor do departamento de Design, Felix Pierron, o conceito do MK3 é uma fusão entre a dinâmica de um carro de F1 com o perfil de um caça a jato e a função de um helicóptero.

O aparelho está equipado com um LiDAR e um radar para criar um "campo de forças virtual" de prevenção de colisões no ar. Durante os voos, todos os sistemas serão monitorizados a partir do solo através de um sistema de telemetria. Significa isso que a tripulação em terra será imediatamente alertada para as falhas, podendo antecipar o retorno do veículo ao chão e em segurança.

A série de corridas será semelhante às da F1 com os veículos a atingirem velocidades até 250 km/hora. Quatro equipas, com dois pilotos cada, vão estar em competição durante 45 minutos intercalados por duas pausas de 20 segundos para troca de baterias nas boxes. O cockpit tem espaço para um piloto, mas, nesta competição, a aeronave será controlada por um "avatar tele-robótico" a seguir os movimentos do piloto que está em terra. Se as competições acontecerem sem incidentes, as corridas serão pilotadas por humanos já em 2022.

A competição acontecerá em locais inacessíveis à circulação automóvel e sem presença de espectadores. O público assistirá por meio de transmissões em streaming, que terão de ser solicitadas em plataformas a anunciar em breve no site airspeeder.com/. Será algo semelhante ao que já ocorreu, em finais de junho, durante os testes não tripulados, num deserto do sul da Austrália. O local dos ensaios foi também mantido em segredo, com os voos sob observação da Autoridade de Segurança da Aviação Civil da Austrália, que, no final, deu luz verde para os jogos começarem.

Veja tudo sobre mobilidade e o Portugal Mobi Summit em https://portugalms.com/

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