Em Odemira, enfermeiros batem-se por uma alimentação saudável

De 20 de novembro a 1 de dezembro, a Ordem dos Enfermeiros, em parceria com a TSF, vai percorrer o interior do país, de norte a sul, para levar cuidados de saúde primários às populações mais isoladas.

"Cuidar e capacitar as pessoas para que consigam cuidar de si próprias", é para isso que os enfermeiros estão na rua, na última etapa do "Ninguém está sozinho", um périplo de rastreios à glicémia, colesterol e tensão arterial, que termina em Odemira, e que levou a Ordem dos Enfermeiros para a rua, em parceria com a TSF. É assim que pensa Luís Gomes, enfermeiro na santa Casa da Misericórdia de Odemira, que defende que "o controlo deve ser feito com base na prevenção, nos estilos de vida e na alimentação saudável".

Habitualmente, na alimentação, os alentejanos utilizam muito sal e alimentam-se de comidas salgadas, que podem ser melhoradas aproveitando os recursos naturais da região. "As pessoas usam muito sal, mas temos muitas ervas aromáticas que podem substitui-lo", defende o enfermeiro. No Alentejo, "por vezes temos essas coisas todas, mas não lhe damos valor, por isso as pessoas devem ser incentivadas a utilizá-las".

Associado a uma boa alimentação, e tendo em conta uma população sobretudo envelhecida, o enfermeiro Luís Gomes aconselha que os "muitos idosos que não conseguem ter capacidade para fazer exercício físico, devem ser estimulados para as caminhadas ao final de dia, o combate ao sedentarismo e o ficar fechado em casa".

Na última etapa, e em jeito de balanço, José Miguel, enfermeiro que acompanhou a Unidade Móvel de Saúde em quatro das suas paragens, refere que "este contacto de proximidade é essencial", porque "as pessoas fora dos grandes centros urbanos estão mais isoladas".

Ao longo destes dias em que a Ordem dos Enfermeiros está na estrada tem havido "uma grande adesão das pessoas, e sobretudo uma necessidade de falar", sublinhando que "a maior parte refere ter médico de saúde e acompanhamento, mas o que se nota é que apesar desses cuidados e de saberem o que devem fazer não o fazem".

Um dos principais alertas dos enfermeiros tem sido a alimentação, "feita em quantidade, mas sem grande qualidade", associada a pessoas que "não praticam desporto", fazendo com que "os riscos de saúde apareçam cada vez mais cedo".

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de