Portel: "Como enfermeiros queremos acompanhá-los quando mais precisam"

De 20 de novembro a 1 de dezembro, a Ordem dos Enfermeiros, em parceria com a TSF, vai percorrer o interior do país, de norte a sul, para levar cuidados de saúde primários às populações mais isoladas.

A unidade móvel da Ordem dos Enfermeiros amanheceu em Portel com dois enfermeiros ao serviço da população para rastrear fatores de risco: Elsa Moita, enfermeira da equipa da recém-criada UCC - Unidade de Cuidados na Comunidade do

Centro de Saúde de Portel, e ainda José Miguel, enfermeiro em Lisboa, que dedicou quatro dias de contacto de rua com as populações do interior do país.

No município alentejano de Portel existem sete extensões de saúde e postos médicos, onde o serviço de enfermagem é assegurado uma vez por semana. E, recentemente foi criada uma UCC. Ainda assim, explica a enfermeira Elsa Moita, o projeto "Ninguém está sozinho", da OE é pertinente pelo facto de "estar na rua tornar o acesso mais facilitador. Por isso, é sempre bem-vindo". A enfermeira reitera que "é fundamental estar mais próximo das pessoas. O facto de os enfermeiros entrarem nos domicílios das pessoas [algo que fazem nas visitas que realizam na UCC] permite-nos perceber como vivem".

A equipa é multidisciplinar, mas "o papel do enfermeiro é fundamental". Falta agora à equipa um(a) psicólogo(a) para que fique completa.

José Miguel, enfermeiro em Lisboa, está a fazer a volta pelo interior sul do país. Em Portel deteta que "a maior parte das pessoas tem acesso a consultas, mas há um descontrolo acentuado da tensão arterial e da diabetes".

Enquanto elemento da OE (secção sul) refere que o objetivo desta unidade móvel e do circuito que está a percorrer de Norte a Sul consiste na promoção da saúde e também para "alertar as pessoas para a importância que elas próprias têm nessa promoção".

Porque é difícil mudar comportamento, o enfermeiro José Miguel acredita que no interior alentejano "a parte cultural está muito marcada, na forma de vida, nos estilos de vida", mas os enfermeiros tentam insistir na transmissão da informação, esperando que "alguma seja assimilada".

Ana Rosa Baioa, reside em Portel, esteve na unidade móvel a realizar os rastreios e sabe porque os valores estavam alterados: "pode ser da comida". E piora o cenário quando a TSF lhe pergunta pela saúde: "ate já tive um AVC, mas gosto sempre de colocar um bocadinho de sal. Até mais do que aquele que devia".

Quanto à passagem da unidade móvel não tem dúvidas: "isto é muito bom. Devia vir até mais vezes".

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de