Hipertensão e Dislipidemia: O Perigo do Silêncio

"Sem nos apercebermos podemos correr grande risco" - Hélder Dores, Sociedade Portuguesa de Cardiologia.

Qualquer pessoa deve estar alerta para os fatores que potenciam o risco cardiovascular, mas nem sempre existe preocupação em perceber o que realmente é mais prejudicial para a saúde. É o que acontece com a hipertensão arterial e a dislipidemia, esta última mais conhecida como colesterol alto. Ambas são silenciosas e, por essa razão, a vigilância médica regular para as controlar e tratar é tão importante.

A primeira manifestação de uma doença cardiovascular grave, em muitos casos, pode ser... a última. Segundo o cardiologista Hélder Dores, quando alguém sofre um enfarte ou um acidente vascular cerebral é muito provável que essa pessoa já tivesse alguma patologia cardíaca sem nunca se ter apercebido. A ausência de sintomas ou o "silêncio" é um dos maiores perigos das doenças associadas ao coração. "Nos acidentes mais graves, por exemplo, quando ocorre um pico elevado de hipertensão arterial, podem surgir alguns sintomas como dor de cabeça, mas muitas vezes essa manifestação não é percecionada como sinal de que algo não está bem, mas também e a verdade que nem sempre há esses sinais". Conclui o secretário-geral da Sociedade Portuguesa de Cardiologia que única maneira de detetar fatores de risco e respetivo descontrolo é a avaliação clínica regular em consultas médicas de rotina ou recorrendo a rastreios que permitam identificar precocemente os problemas e tomar medidas preventivas que passam sobretudo, mas não só, pela alteração do estilo de vida.

"Quanto mais elevado é o risco mais a solução passa pelo tratamento através de medicação que será para toda a vida. Será necessária para controlar a doença e minimizar o risco cardiovascular. Estas pessoas devem manter uma vigilância ainda mais regular", sublinha o especialista dando um exemplo concreto para se perceber a importância da avaliação médica sobretudo em quem já tem, à partida, maior risco cardiovascular. "Quem sofra de obesidade ou dislipidemia tem maior probabilidade de desenvolver outras doenças, como a hipertensão arterial e a diabetes. Há uma associação direta entre fatores de risco que se potenciam uns aos outros. A partir do momento em que conseguimos controlar estes fatores, vamos diminuir o risco cardiovascular global".

O médico alerta e aconselha que todas as pessoas saudáveis devem, pelo menos, uma vez por ano fazer uma consulta de rotina para não detetar fatores de risco tarde de mais.

"Pela Sua Saúde Cardiovascular" é uma iniciativa TSF com o apoio da Servier Portugal.

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