A vinha e o território, "Ver do Bago nos Mosteiros"

É a primeira de um ciclo de três exposições promovidas pela Rota do Românico, com o objetivo de celebrar a relação material e simbólica entre a vinha e a paisagem cultural e humana dos vales do Sousa, Douro e Tâmega.

"'Ver do Bago nos Mosteiros" é uma exposição que "desperta os cinco sentidos". As palavras são de José Augusto Costa, intérprete do património da Rota do Românico. "Ver do Bago, porque é ver devagar, ver com todos os sentidos. Trata-se de uma exposição que não é só de arte sacra, mas também de vinho. Celebramos a paisagem cultural, humana, a interligação entre o vinho, a vinha, o território e as pessoas."

"Ver do Bago nos Mosteiros" é um ciclo de três exposições que estabelece uma união entre os 12 concelhos que fazem parte do território da Rota do Românico. "Esta primeira, visa identificar a importância dos mosteiros no processo do cultivo da vinha. Depois vamos ter a exposição "Ver do Bago nos Santos", onde falaremos dos santos do vinho e, finalmente, a exposição "Ver do Bago no Sangue", que celebra a Eucaristia, o vinho como o sangue de Cristo", explica José Augusto Costa.

O Mosteiro de Santo André de Ancede, em Baião, é o protagonista da exposição "Ver do Bago nos Mosteiros", patente no Centro Interpretativo da Vinha e do Vinho. "Este Mosteiro esteve desde sempre ligado à produção do vinho e à sua comercialização, com a cidade do Porto e com a zona da Flandres. Quisemos criar uma exposição onde pudéssemos falar sobre os fundadores das Ordens Religiosas, porque no início da nossa nacionalidade foram construídos Mosteiros dedicados a estas Ordens. Aqui não só se sentiam seguros como conseguiam ter um emprego."

José Augusto Costa explica que, além das figuras religiosas, estão expostas peças dos períodos romano e barroco. "Desde copos de vidro, garrafas, ânforas e peças de arte como o Tríptico de São Bartolomeu, o tríptico de Ancede, que foi comprado com dinheiro conseguido através da venda de vinho na Antuérpia".

Esta primeira exposição proporciona ainda diferentes experiências imersivas e interativas, como um livro digital. "Ao entrar na exposição há uma sala que simula o leito de um rio. Aqui temos a sensação que estamos a entrar num rio. Numa outra sala, podemos estar como que mergulhados no processo de fermentação do vinho. Depois temos outra experiência que é cheirar o vinho e os produtos que o constituem, desde frutos silvestres até limonete... Cheiros que depois se podem verificar no vinho que está ao lado. Para terminar, há uma experiência de pisar uvas num lagar."

A exposição "Ver do Bago nos Mosteiros" pode ser visitada até 12 de setembro. Depois segue-se "Ver do Bago nos Santos", em Penafiel, e o ciclo termina em Lousada com "Ver do Bago no Sangue".

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