Centro de Interpretação do Românico: É aqui que começa a viagem

Uma ​​​​​​​viagem pelo património, gastronomia e com uma riqueza simbólica que conta uma história. A viagem pela Rota do Românico começa no Centro de Interpretação do Românico, que reúne 58 monumentos.

O Centro de Interpretação do Românico (CIR), em Lousada, é como que o ponto de partida para quem vai percorrer a Rota do Românico, que reúne 58 monumentos.

Rosário Correia Machado, diretora da Rota, diz que o Centro de Interpretação explica que tempo, história e valor patrimonial encontramos nesta viagem. "Acima de tudo pretende-se que quem visita receba informação, estímulo e vontade de partir à descoberta. Esta é a grande missão do CIR: perceber que território é este, que tempo histórico é este de que estamos a falar e como é que a sociedade estava organizada. É como fazer uma viagem no tempo e estarmos preparados para partir à descoberta do património, daquilo que integra a Rota do Românico, e de que também fazem parte as suas gentes, o património imaterial, a gastronomia. Muito pode ser vivido e experimentado".

O Centro de Interpretação do Românico abriu portas em 2018. Trata-se de um edifício com uma arquitetura singular, concebida pelos arquitetos Henrique Marques e Rui Dinis. Rosário Correia Machado explica que se trata de sete torres, sete espaços organizados em torno de um claustro central. "Foi um desafio interessante construir um edifício com tudo o que é a simbologia e as linhas do medieval, do românico, mas à luz dos nossos tempos. Desde a escolha do betão a todas as outras formas contemporâneas e simbólicas, mas que passam mensagens".

Rosário Correia Machado faz-nos uma visita guiada (virtual) pelas seis salas do Centro de Interpretação do Românico. "Começamos a visita pela Sala do Território e da Fundação de Portugal, que nos diz que território é este e que tempo. De seguida, vamos para a Sala da Sociedade Medieval. É fundamental que se entenda o tempo social de que falamos e aqui tentamos transmitir que organização social existia na altura. Daqui passamos para o estilo artístico e seguimos para a Sala do Românico, onde percebemos o que é a arte do Românico, que tem diferentes dimensões. Depois, homenageamos os que constroem e construíram estas igrejas, estas pontes e estas torres e passamos para a Sala dos Construtores. É uma imersão num estaleiro de obra. Percebemos que tecnologia é esta que permitiu construir elementos de grande dimensão e com o sentido estético que passa uma mensagem e tem sentido construtivo de segurança e robustez.".

Da homenagem aos construtores, passamos para uma sala com uma forte componente interativa. "Muitas vezes temos a imagem que estes elementos patrimoniais são sombrios e escuros. Nesta sala explicamos que estes elementos de pedra têm uma riqueza simbólica, contam uma história. No tempo do Românico a grande maioria das pessoas não sabia ler ou escrever e a escultura funcionava como um livro aberto através da imagem. A cor e a luz são usadas para exprimir estas experiências. Terminamos com a última sala. O seu forte caráter expositivo resulta de uma herança que a rota recebeu ao nível do espólio da antiga Direção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais e que, no fundo, é um glossário de como é que os monumentos foram absorvendo a humanidade dos tempos. A própria pedra e os elementos patrimoniais, porque têm ligação à comunidade, vão absorvendo as diferenças que vão sendo introduzidas na igreja e no ritual da igreja".

O Centro de Interpretação do Românico está aberto de terça-feira a domingo, entre as 10h e as 18h. O CIR é ponto de partida para a viagem pela Rota do Românico que só fica completa se partirmos para a descoberta dos 58 elementos patrimoniais distribuídos por doze municípios dos Vales do Sousa, Douro e Tâmega.

Próximo do Centro pode visitar, por exemplo, a Igreja do Salvador de Aveleda, um testemunho da arquitetura medieval portuguesa.

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