"A Linha." Um edifício com 170 quilómetros para alojar nove milhões de pessoas no deserto

"Já que vamos criar a partir do nada, porque havemos de copiar as cidades normais?" Sauditas consideram que "será o melhor lugar para viver em todo o mundo".

"Já que vamos criar a partir do nada, porque havemos de copiar as cidades normais?" Sauditas consideram que "será o melhor lugar para viver em todo o mundo".

Nesta cidade futurista idealizada pela Arábia Saudita, não há casas nem prédios. Apenas um longo edifício espelhado com 200 metros de largura, mas que se estende ao longo de 170 quilómetros. Chama-se "The Line" ("A Linha") e pode vir a ser casa de nove milhões de pessoas no ano de 2045.

O objetivo, afirma o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, é criar "comunidades em camadas verticais" (elevando-se 500 metros acima do nível do mar) onde é possível viver, trabalhar e aceder a bens e serviços num ambiente livre de estradas e carros e com "energia 100% renovável" proveniente do vento e do sol.

"Já que vamos criar a partir do nada, porque havemos de copiar as cidades normais?", questionou. "Será o melhor lugar para viver em todo o mundo."

O projeto foi anunciado esta segunda-feira e integra os planos para a cidade NEOM, a ser construída na região fronteiriça entre a Arábia Saudita, a Jordânia e o Egito, no Mar Vermelho.

A primeira fase de construção desta cidade tem um custo estimado de 1,2 triliões de riais sauditas (o equivalente a mais de 315 biliões de euros), mais de metade proveniente do Fundo de Investimento Público.

Esta segunda-feira, Mohammed bin Salman incentivou ainda os empresários sauditas a contribuir para "um dos desenvolvimentos arquitetónicos mais emocionantes que ocorrem atualmente no mundo".

A Arábia Saudita espera angariar os restantes 600 biliões de riais sauditas (quase 158 mil milhões de euros) através do setor privado e de uma oferta pública inicial a ser lançada em 2024, de acordo com a Reuters.

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