Análise ao Huawei Mate 30 Pro, um telemóvel co-desenhado por Donald Trump
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Análise ao Huawei Mate 30 Pro, um telemóvel co-desenhado por Donald Trump

Chegou hoje a Portugal um smartphone que é o espelho da batalha comercial entre Estados Unidos e China. Um braço de ferro entre Pequim e Washington que apanhou a Huawei no meio e que obrigou a fabricante chinesa a pôr à venda um telefone muito bom, mas ao mesmo tempo, muito coxo.

Vamos por partes. Começamos com aquilo que é excelente. É o caso do ecrã. O Mate 30 Pro, tem uma tela espetacular, brilhante e que nos lados é muitíssimo curva. A Huawei diz que se trata de um ecrã em "cascata" e a imagem faz sentido. A curva é muito pronunciada, mesmo. Não há nada como ele e ninguém lhe fica indiferente.

Encontra uma análise pormenorizada no vídeo abaixo.

A tela não é a única característica que se pode descrever como "muito boa"

Destaque também para o processador Kirin 990. Não é um Snapdragon, mas é muito bom. O melhor que a Huawei já concebeu.

Sublinha-se ainda a autonomia proporcionada pela bateria de 4400mAh e a tecnologia de carregamento rápido que vem com este dispositivo. Tanto assim, que o Mate 30 Pro, até a carregar sem-fios é mais veloz que muitos smartphones pelo método tradicional.

Para além disso, tem quatro excelentes câmaras. Dois dos sensores são de 40MP e a lente ultra grande angular é mesmo do melhor que há no mercado.

Mas se há um telemóvel para o qual Donald Trump contribuiu, ele chama-se Huawei Mate 30 Pro

Pena que tudo isto seja contrabalançado com a ausência dos serviços móveis da Google. É a consequência da decisão de Donald Trump que colocou a Huawei numa lista de entidades com as quais as empresas norte-americanas não podem fazer negócios. Assim, com o toque do Presidente da América, o Mate 30 Pro não tem alguns programas como o Youtube, Google Maps, Gmail e falta-lhe mesmo a loja de aplicações da Google, a Play Store. Mesmo assim, é possível instalar (facilmente) apps no telemóvel.

No vídeo abaixo explica-se como.

Haver uma forma alternativa de instalar apps não chega

É pena, mas nem mesmo o facto da ausência da PlayStore poder ser contornado com lojas alternativas de aplicações, seja a AppGallery da Huawei, sejam as outras recomendadas no vídeo acima, consegue equilibrar a balança. O hardware é muito bom mesmo, mas a ausência dos Google Mobile Services é absolutamente determinante.

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