"Asas extralongas e finas." Avião sustentável da NASA e Boeing poderá levantar voo a partir de 2030

O projeto está estimado em cerca de 725 milhões de dólares. A ideia é aumentar a eficiência das aeronaves, utilizar menos combustível e cumprir a meta de ter zero emissões líquidas de carbono no setor da aviação até 2050.

Os aviões de corredor único são responsáveis por quase metade das emissões do setor da aviação mundial. Com a sustentabilidade em mente, a NASA e a Boeing juntaram-se para construir e testar um projeto de aviões de corredor único mais amigos do ambiente, isto é, que produzam menos emissões. Ao longo de sete anos, a agência espacial norte-americana vai investir cerca de 425 milhões de dólares (aproximadamente 392 milhões de euros), num acordo estimado em cerca de 725 milhões de dólares (aproximadamente 670 milhões de euros).

"Desde sempre, a NASA está com vocês quando vocês voam. A NASA ousou ir mais longe, mais rápido e mais alto. E ao fazer isso, a NASA tornou a aviação mais sustentável e confiável. Está no nosso ADN", disse o administrador da NASA, Bill Nelson.

"É nosso objetivo que a parceria da NASA com a Boeing, para produzir e testar um demonstrador em grande escala, ajude a criar futuros aviões comerciais mais eficientes em termos de combustível, com benefícios para o ambiente, a indústria da aviação comercial e passageiros em todo o mundo. Se formos bem-sucedidos, poderemos ver essas tecnologias em aviões que levarão o público aos céus na década de 2030", sublinhou.

Os testes devem estar concluídos até ao final desta década para que as novas aeronaves comecem a levantar voo a partir de 2030.

Com este projeto, vai ser desenvolvida e testada em voo uma aeronave "Transonic Truss-Braced Wing" em escala real, isto é uma "aeronave com asas extralongas e finas estabilizadas por escoras diagonais", explica a NASA em comunicado.

"Esse projeto vai resultar numa aeronave muito mais eficiente em termos de combustível do que um avião tradicional, com menos queima de combustível", afirma a agência espacial norte-americana.

"A NASA está a trabalhar em direção a uma meta ambiciosa de desenvolver tecnologias revolucionárias para reduzir o uso de energia e as emissões da aviação nas próximas décadas, com o objetivo de ter zero emissões líquidas de carbono até 2050", disse Bob Pearce, administrador associado da NASA para a direção de missões e investigações aeronáuticas.

"O Transonic Truss-Braced Wing é o tipo de conceito transformador e investimento que precisaremos para enfrentar esses desafios. As tecnologias demonstradas neste projeto têm um caminho claro e viável para transformar a próxima geração de aeronaves de corredor único, beneficiando todos os que utilizam o sistema de transporte aéreo", explicou.

O objetivo da NASA é que a tecnologia utilizada no avião de demonstração, quando combinada com sistemas de propulsão, materiais e arquitetura de sistemas, resulte em "redução de consumo de combustível e emissões de até 30% em relação às atuais aeronaves de corredor único".

"É uma honra continuar a nossa parceria com a NASA e demonstrar a tecnologia que melhora significativamente a eficiência aerodinâmica, resultando em queima de combustível e emissões substancialmente menores", sublinhou Todd Citron, diretor de tecnologia da Boeing.

"A Boeing tem investido numa estratégia de sustentabilidade multifacetada, incluindo renovação de frota, eficiência operacional, energia renovável e tecnologias avançadas para apoiar o Plano de Ação Climática da Aviação dos EUA e atingir o objetivo de zero emissões líquidas de carbono até 2050. O Demonstrador de Voo Sustentável baseia-se em mais de uma década de investimentos da NASA, da Boeing e dos nossos parceiros da indústria para ajudar a alcançar esses objetivos", referiu.

Este projeto irá ajudar os Estados Unidos a atingir zero emissões líquidas de carbono no setor da aviação até 2050, uma das metas ambientais articulada no Plano de Ação Climática da Aviação norte-americana.

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