Bolt consegue testar se utilizadores de trotinetes estão alcoolizados

Nova valência insere-se no objetivo de "promover a segurança na circulação das trotinetes".

A Bolt, plataforma que junta na sua aplicação móvel TVDE, trotinetes e bicicletas, desenvolveu uma inovação tecnológica para testar se o utilizador de uma trotinete elétrica está alcoolizado, podendo impedi-lo de desbloquear o veículo e fazer a viagem.

A nova valência, incorporada na aplicação, foi hoje apresentada em Lisboa e, de acordo com o responsável da Micromobilidade da Bolt em Portugal, Santiago Páramo, insere-se no objetivo de "promover a segurança na circulação das trotinetes".

"Trata-se de seguir a nossa política de prevenção em segurança que estará a partir de hoje disponível nas seis cidades portuguesas onde a Bolt se encontra", disse Santiago Páramo, em declarações à Lusa.

Segundo o responsável, esta funcionalidade irá estar 'on' (operacional) entre as 00h00 e as 06h00 e será "um teste de reação em que será medido o tempo em que se responde a um 'jogo' para avaliar se a pessoa está em condições para conduzir em segurança".

Na aplicação do telemóvel, após escolher a viagem de trotinete, o utilizador irá ter de fazer um jogo (com a imagem de um capacete) que irá aparecer no ecrã, sendo pedido que se toque na imagem de forma a medir o tempo de reação entre o surgimento do capacete e o ato de tocar no mesmo.

Se a reação for considerada muito lenta, a aplicação recomenda que seja pedido um TVDE (transporte individual e remunerado de passageiros em veículos descaracterizados a partir de plataforma eletrónica) e bloqueia a escolha da opção trotinete.

Na aplicação é ainda visível uma mensagem que alerta para que só se deve "conduzir quando se está sóbrio", lembrando que é ilegal conduzir um veículo sob a influência de álcool e que ao fazê-lo se pode incorrer em multas da polícia ou ferimentos graves.

De acordo com a Bolt, o uso de trotinetes elétricas cresceu cerca de 70% em Lisboa, desde 2019. As alterações ao Código da Estrada que entraram em vigor em 08 de janeiro deste ano abrangem as trotinetes elétricas, que passam a ser equiparadas a bicicletas quando atingem uma velocidade máxima até 25 quilómetros por hora ou potência máxima contínua até 0,25 quilowatts.

Aos utilizadores das que atingem velocidades superiores a esses limites serão aplicadas coimas de 60 a 300 euros, caso circulem em desrespeito pelas respetivas características técnicas e regime de circulação.

No primeiro semestre de 2019, antes e já durante a pandemia da Covid-19 que deixou o país em confinamento, a PSP registou 74 acidentes com trotinetes elétricas - 10 atropelamentos, 44 colisões e 20 despistes.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de