Bruce Willis vendeu direitos de imagem a empresa de deepfake e já aparece em anúncio russo

Os efeitos especiais já dominam os cenários de muitos filmes. Podem agora também começar a substituir atores.

O ator Bruce Willis vendeu os seus direitos de imagem a uma agência publicitária a especializada em vídeos manipulados através de inteligência artificial conhecidos como de deepfake.

Afastado do cinema aos 67 anos, após um diagnóstico de afasia (uma doença neurológica capaz de danificar as capacidades cognitivas), o ator norte-americano pode, desta forma, regressar aos ecrãs sem precisar de representar.

A empresa Deepcake, sediada nos EUA mas cujos fundadores são de nacionalidade russa, já divulgou um anúncio publicitário onde a cara de Bruce Willis é usada para promover um plano de comunicações móveis de uma empresa russa.

No vídeo manipulado, dois homens - um deles o avatar de Bruce Willis - surgem amarrados a uma bomba prestes a explodir. O telemóvel de uma das personagens toca:

"Olá, Pai. Tem um minuto?", pergunta uma criança no outro lado da linha. "Sim, mas não mais", responde-lhe o pai. "Tenho um teste de geografia. Qual é o rio mais profundo da América?" "Mississipi", responde Bruce Willis. Seria essa também a palavra-chave para desativar a bomba, que se desliga. Segue-se a promoção da marca: "Esteja sempre em contacto com as crianças. Inscreva-se para um plano familiar gratuito", ouve-se em voz off.

Em comunicado, o ator garante ter ficado satisfeito com o resultado, explicando que a inteligência artificial foi "treinada" com recurso a filmagens de "Die Hard" e "O Quinto Elemento", pelo que a personagem deste anúncio é mais parecida com o ator mais jovem.

"Gostei da precisão da minha personagem É uma grande oportunidade de voltar atrás no tempo", pode ler-se na nota assinada pelo ator e publicada no site da empresa Deepcake.

"Com o advento da tecnologia moderna pude comunicar, trabalhar e participar nas filmagens mesmo estando noutro continente. É uma experiência nova e interessante", acrescentou o ator.

Conhecida sobretudo pelo uso em vídeos falsos que circulam nas redes sociais, a tecnologia de deepfake permite colocar, digitalmente, o rosto de uma pessoa no corpo de outra, sincronizar os seus movimentos e até a voz.

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