Criptomoeda Omicron valoriza com nome da nova variante do coronavírus

O valor da Omicron caiu para os 152 dólares (134 euros) antes de subir e se estabilizar nos 350 dólares (310 euros) pelas 16h00 (hora de Lisboa), segundo o CoinMarketCap, cinco vezes mais do que no final da última semana.

A criptomoeda Omicron atingiu um valor de quase 700 dólares (620 euros) na manhã desta terça-feira, dez vezes mais do que na sexta-feira, de acordo com o 'site' na Internet especializado em moeda digital CoinMarketCap.

O nome dado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) à nova variante do coronavírus detetada na África do Sul terá impulsionado a valorização da moeda digital, que havia sido criada no início de novembro.

Para facilitar a discussão sobre as variantes, a OMS utiliza o nome das letras do alfabeto grego (alfa, beta, gama, delta, etc.), que é mais acessível a um público não científico e que permite evitar a estigmatização dos países onde as estirpes são descobertas.

No seu 'site' na Internet, os fundadores da criptomoeda Omicron não fazem referência à Covid-19. Explicam que esperam que os seus ativos "possam funcionar como uma moeda capaz de reter o seu poder de compra independentemente da volatilidade do mercado".

Nesta segunda-feira, o valor da Omicron caiu para os 152 dólares (134 euros) antes de subir e se estabilizar nos 350 dólares (310 euros) pelas 16h00 (hora de Lisboa), segundo o CoinMarketCap, cinco vezes mais do que no final da última semana.

No início do mês de novembro, outra criptomoeda havia vivido um sucesso vertiginoso, antes de colapsar: a "moeda Squid", que foi criada com tema da série de televisão sul-coreana "Squid Game" por pessoas anónimas.

De 0,7 dólares (0,6 euros), quando foi lançada, a 21 de outubro, a moeda digital Squid subiu para os 2856 dólares (2533 euros), a 1 de novembro, antes de cair para os 0,003 dólares (0,0027 euros) no dia seguinte.

Os compradores descobriram que não podiam vendê-la e beneficiar com os seus lucros, e os criadores desapareceram das redes sociais.

A nova variante Ómicron do coronavírus SARS-CoV-2 apresenta "um risco muito elevado" a nível mundial, avisou a OMS.

A lista dos países onde a Ómicron foi detetada não para de crescer, nomeadamente na Europa, depois dos primeiros casos identificados na África Austral durante este mês, o que obrigou muitos Estados a suspender as viagens para essa região do globo e a impor restrições preventivas para viajantes dela procedentes.

A Covid-19 causou pelo menos 5.197.718 mortos mortes em todo o mundo, de entre mais de 260,81 milhões de infeções pelo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência noticiosa France-Presse (AFP), com base em dados oficiais.

Em Portugal, morreram, desde março de 2020, 18.430 pessoas e foram contabilizados 1.144.342 casos de infeção, de acordo com dados da Direção-Geral da Saúde.

A doença é causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China.

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