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futuro

Da inteligência artificial às smart cities. Enquanto o mundo foi para casa, a tecnologia acelerou

Engenheiros, clínicos e investigadores de várias áreas explicam, ponto por ponto, à TSF as revoluções que a pandemia já está a imprimir à ciência e à economia portuguesas.

"O microondas foi descoberto durante a II Guerra Mundial. O GPS, como hoje o temos, é algo que devemos a utensílios de guerra." Para Rui Pedro Oliveira, fundador e diretor da Imaginew, uma empresa de tecnologia e multimédia, não é de espantar que a pandemia de Covid-19 tenha aberto os portais da criatividade aumentada, que "basicamente nasce da junção entre a realidade virtual e da realidade aumentada".

O também detentor de duas patentes tecnológicas nos Estados Unidos da América, produtor de um filme e antigo consultor técnico convidado pelo Parlamento Europeu, para a segurança na abertura das fronteiras da Bulgária e da Roménia ao Espaço Schengen, lembra que "a criatividade é o que uma pessoa quiser", e que a atual crise sanitária "abriu muitos horizontes, não só na realidade aumentada".

"O crescimento tecnológico é uma curva logarítmica. Tudo o que foi feito nos últimos mil anos até aos últimos dez anos é completamente obsoleto, comparado com o que foi feito no último ano." Rui Pedro Oliveira revela à TSF, à margem do evento Tomorrow Summit, de que participa, que o avanço digital e tecnológico apresenta hoje uma "curva altamente exponencial", potenciada pelos desafios que a pandemia criou. "Tudo o que estava programado para acontecer nos próximos cinco anos acontecerá nos próximos cinco meses", analisa. Se antes da Covid-19, uma vacina levava oito a dez anos a ser feita, hoje em menos de um ano já há várias candidatas.

Tal evolução faz alterar prioridades, fundamenta o empresário. Vai ser cada vez mais difícil fazer "planos a longo prazo" e prever metas. Rui Pedro Oliveira exemplifica: "O expectável em termos de valor para a inteligência artificial em 2023 seria, mais ou menos, 100 mil milhões de dólares [83,9 mil milhões de euros]." Esta soma, que diz respeito a todo o mundo, é um valor que representa quase metade do PIB português.

Outros estudos indicam que, "em 2035, a inteligência artificial irá valer praticamente o PIB de toda a União Europeia". Mas Rui Pedro Oliveira acredita que a pandemia tornou as previsões obsoletas. "Eu acho que estes números estão completamente errados. Se forem feitos os cálculos ao dia de hoje, estes números serão [respetivamente] para 2021 ou 2022, e 2025 ou 2024."

"Tenho uma filha com 11 anos, e 70% dos empregos em que ela possa vir a trabalhar depois de terminar a faculdade, com 21 ou com 22 anos, ainda não estejam criados. Ainda não existem."

"Muitos empregos serão criados devido ao digital"

O eurodeputado e vice-presidente do Intergrupo Mudança Climática, Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável José Manuel Fernandes também acredita que o facto de "quase 50% das tarefas que se realizam" poderem ser automatizadas torna emergente a criação de empregos nos departamentos tecnológico e digital.

A pandemia veio "veio reforçar a necessidade da economia digital, de infraestruturas para que ninguém, em nenhum território, fique excluído", analisa José Manuel Fernandes, que defende a importância de um mercado único digital. "Muitas pessoas passaram a usar as compras online", mas nem todas as empresas vendem online, e, por isso, não usufruem de mercado único digital, o que pode ser justificado por uma questão de confiança e de segurança.

"Nós não conseguiremos tirar todo o partido do mercado digital se não removermos barreiras administrativas. Nós precisamos de uma união digital." O eurodeputado invoca a necessidade de acelerar o processo de unificação, e explica como pode ser benéfica, com um exemplo: "A medida que se sente mais é o fim do roaming, o fim das tarifas." José Manuel Fernandes só receia que as oportunidades sejam vistas como ameaças.

Pode ser "a grande transformação económica do país"

Pedro Duarte, que lidera o departamento de Corporate, External & Legal Affairs da Microsoft Portugal, também salienta que "a pandemia acabou por ser a força motora da mudança de mentalidades".

"Não houve uma mudança de rumo, mas uma aceleração. Há quem diga que se avançou em dez meses o que se demoraria dez anos a avançar. Eu acho que essa escala ainda não é bem assim, mas, com alguma distância, poderemos ter uma escala de um para dez." O que Pedro Duarte viu acontecer é, no entanto, decisivo: "Em dez meses, houve um desbloqueio mental de certos setores da sociedade."

O antigo membro da Assembleia Parlamentar da NATO e secretário Estado da Juventude no XVI Governo Constitucional acredita ser possível "tornar esta revolução digital numa oportunidade para a economia", já que a evolução está a acontecer a uma "velocidade estonteante". O exemplo mais saliente é a rapidez com que desta vez se têm desenvolvido vacinas contra a Covid-19, um "incentivo gigantesco para que a tecnologia se imponha", argumenta Pedro Duarte.

"Portugal tem uma oportunidade enorme de transformar o seu modelo económico, tornando-o finalmente competitivo, algo que já não é pelo menos há 30 anos." Apesar de o engenheiro ver potencial neste momento para empreender "a grande transformação económica do país", também alerta para o perigo de criar novas desigualdades.

Mais ainda, algumas funções vão ser substituídas por máquinas, e essas pessoas "podem ser requalificadas para novas necessidades", o que pode ser "uma grande oportunidade para o país".

Calcula-se que, em 2020, 30% das vagas das áreas tecnológica e digital não são preenchidas, o que, para Pedro Duarte, significa que se deva criar incentivos para os jovens se interessarem por outros cursos. "Hoje já há mais oferta do que procura de vagas nas áreas digital e tecnológica. Temos de resolver rapidamente o problema. Temos muita gente a receber formação nas nossas universidades, politécnicos e cursos profissionais de áreas que não são aquelas de que o mercado precisa e vai precisar nos próximos anos."

"A quarta revolução industrial vai acelerar durante a pandemia"

Miguel Pinto, diretor geral e administrador da Continental Advanced Antenna Portugal e presidente do conselho consultivo da Associação Empresarial de Portugal, não tem dúvidas: "A quarta revolução industrial vai acelerar durante a pandemia. A indústria 4.0 também está a dar passos muito significativos no nosso país."

No entanto, Miguel Pinto também expõe a necessidade de "requalificação dos nossos recursos humanos".

"Os problemas que nós vamos ter vão ser muito mais complexos no futuro porque vamos ter sistemas integrados, o que vai obrigar a que algum do trabalho mais básico exija mais competências para integração das novas tecnologias", aponta o administrador da Continental, que antecipa já algumas tendências: "muita automatização" vai alterar a estrutura de custos das empresas, e "o 5G também vai permitir uma transferência de dados mais rápida".

Miguel Pinto também explica onde é possível investir: "O setor produtivo vai aproximar-se do consumidor final, e as cadeias logísticas vão ser encurtadas. Muita da atividade industrial está na Ásia e é importante alterar isto, por uma questão de gestão de risco, e ambiental também."

"A pandemia veio acelerar a inscrição de pessoas em plataformas"

A ética digital "ficou diminuída, mas não tem que ver com a pandemia, já vem de muito atrás", garante Luís Antunes, professor catedrático do departamento de Ciência de Computadores da Universidade do Porto e encarregado de proteção de dados da Comissão Nacional de Proteção de Dados. Apesar de a pandemia ter intensificado a "inscrição de pessoas em plataformas e a agregação de pessoas ao digital", a questão da segurança é um problema antigo, "antigo" à escala do tempo tecnológico, e é consequência de "as empresas tecnológicas perceberem que conseguem ganhar dinheiro usando os dados das pessoas".

"Agora finalmente as instituições começaram a perceber que há um conjunto de direitos fundamentais que estão em causa, e a União Europeia, em 2016, aprovou o regulamento de proteção de dados. Entrou em vigor em 2018." Os dois anos de interlúdio para que a medida se tornasse efetiva também permitiram que as as instituições se adaptassem e pudessem escapar a coimas muito avultadas.

No entanto, é inevitável: com o aumento da adesão digital, as pessoas vão deixando mais portas abertas à privacidade. Se a civilização demorou séculos a criar mecanismos de proteção da segurança física, no digital tudo tem de se processar a um outro ritmo.

A inteligência artificial na extração de valor económico a partir dos dados

Arlindo Oliveira, antigo investigador do CERN, do Electronics Research Laboratory da UC Berkeley e dos Berkeley Cadence Laboratories, bem como atual diretor do INESC, vê com bons olhos os avanços prolíficos dos últimos meses na área da farmacêutica, da produção de medicamentos e vacinas, e admite que, quanto à inteligência artificial, foi na saúde que se deu o maior avanço.

No entanto, sublinha, para uma inovação mais estrutural, é necessário mais tempo. "Nesta década, vamos continuar a desenvolver interfaces para, com linguagem falada, fazer reservas, marcações, movimentar contas bancárias. Na condução autónoma, continuaremos a assistir a evoluções. E as empresas vão ter uma grande dependência dessa capacidade analítica nas organizações."

"A pandemia fez coisas extraordinárias"

O bastonário da Ordem dos Médicos reconhece que os avanços na área da saúde digital ainda não são muito visíveis para os pacientes. "Durante a pandemia, naquilo que é mais direto para o doente, que é a relação com o médico, as consultas e os exames, até cirurgias, é óbvio que houve alguma transformação digital, mas é uma transformação digital muito rudimentar que não serve para continuar da forma que ela foi desenvolvida", comenta Miguel Guimarães.

"Uma parte significativa de doentes acabou por ter uma dita consulta à distância, mas foi uma consulta telefónica, não foi verdadeiramente telemedicina nem medicina à distância, porque mais de 95% dos doentes disseram que o que existiu foi apenas um telefonema, e que prefeririam - quase 70% - ter uma consulta presencial, porque nem sequer perceberam se era, ou não, o médico deles que estava a falar com eles."

No entanto, esta é uma evolução que "pode e deve evoluir para uma verdadeira transformação digital", de forma a "criar as condições adequadas para que possam existir consultas à distância, verdadeiramente consultas à distância", em que, mesmo perdidos aspetos como a auscultação do doente, a palpação do pulso, o olhar sobre o doente e compreensão das reações a determinadas perguntas, poderão ser usadas para exames complementares de diagnóstico e receitas à distância. Na perspetiva do representante da Ordem dos Médicos, a "utilização digital pode ser uma mais-valia no futuro, e o futuro pode ser já o presente".

"É preciso equipar devidamente, seja os hospitais, seja os centros de saúde, para que este objetivo possa ser cumprido, com eficácia e com garantia de segurança e responsabilidade, sem prejuízo da relação humana entre um médico e um doente, que deve prevalecer", assinala Miguel Guimarães, que não abdica de uma convicção: "A medicina à distância deve ser vista como um complemento."

O que tem sido feito pelo SNS em plena pandemia ainda não é a revolução de que a saúde necessita, esclarece o bastonário. "A transformação digital é muito mais do que isto. Envolve um conjunto de circunstâncias que nem são desenvolvidas por médicos, são desenvolvidas por engenheiros, por biólogos, etc. Significa conseguir juntar muito do conhecimento que nós temos e integrá-lo com o conhecimento, que vai existindo, da genética humana, o conhecimento que temos através do desenvolvimento de aplicações móveis que nos permitem monitorizar determinado tipo de padrões e de sintomas que são importantes para dar uma orientação mais adequada ao doente".

Ainda assim, as "tecnologias de software que permitem hoje fazer algumas coisas à distância" estão hoje "a ganhar uma dimensão cada vez maior". Há já processos a serem ativados "através de sensores específicos, microprocessadores e circuitos integrados, que acabam naquilo a que se chama inteligência artificial". Enquanto conversa com a TSF, Miguel Guimarães tem no pulso um Apple watch, um relógio da Apple que, em tempo real, revela qual é o batimento cardíaco, faz um eletrocardiograma, e deteta a pressão de oxigénio no sangue. O bastonário da Ordem dos Médicos acredita que um tipo de monitorização similar "pode ser desenvolvido para controlar melhor doentes diabéticos, doentes hipertensos, doentes com insuficiência cardíaca, pessoas com doenças neurológicas, com asma..."

A tecnologia de "medição de parâmetros" que permite "monitorizar à distância, de forma mais precisa, determinadas doenças" já existe. Só falta o passo seguinte: "Temos também de começar a implementar em Portugal."

Miguel Guimarães acredita que essa é a primeira fase para o futuro, de forma a "conseguir desenvolver a medicina de precisão", ou seja: "Com estas tecnologias, aplicadas à bioengenharia, consegue produzir-se cada vez mais medicamentos para cada doente. Em vez de termos um medicamento com determinada dose, que dá para todos os doentes com patologia da próstata, consigo saber que determinado doente, com determinado tipo de características, que foram devidamente estudadas através da tecnologia de informação genómica, sabemos que o documento beneficia do medicamento a com a dose b."

Na terapêutica médica e na terapêutica cirúrgica, a inteligência artificial tem sofrido uma aceleração. "A robótica militar teve um grande desenvolvimento, nomeadamente com o robot Da Vinci, que permitia que cirurgiões norte-americanos estivessem no conforto do seu país, do seu hospital e pudessem operar pacientes que estavam na guerra, no Afeganistão", diz Miguel Guimarães, sobre uma tecnologia que mais tarde "começou a ser aplicada na prática clínica corrente". Em desenvolvimento há também "microcomputadores, uma série de células que podem ser injetadas e conseguem dar uma visão global" de um órgão, num conjunto que constitui uma cápsula que permite fazer uma colonoscopia ao longo de todo o tubo digestivo com uma precisão muito maior.

"Módulos para as TAC, para o doente se deitar na maca, fazer o TAC e, mal acabe de fazer o TAC, sair um relatório completo, com uma precisão absolutamente notável" estão também a ser aperfeiçoados, assentes em "programas que integram o conhecimento de milhões de imagens que já estão devidamente processadas e catalogadas". Num futuro não muito longínquo, vai também ser possível "tratar doenças oncológicas antes de elas serem visíveis", descreve Miguel Guimarães. "Vamos perceber que temos células cancerígenas, acima de determinado número, e começar a eliminá-las. Mais tarde ou mais cedo, vai começar a acontecer. É um futuro que está a ser preparado no presente."

O bastonário lembra que, em certa medida, a pandemia "transformou o tecido empresarial português".

"A pandemia fez coisas extraordinárias. A pandemia levou a que, por exemplo, empresas portuguesas tivessem feito transformações brutais naquilo que era a sua área de atividade. Empresas que produziam roupa e sapatos passaram a fazer equipamento de proteção individual. Começou a produzir-se em Portugal, de um momento para o outro, ventiladores."

Este é um equipamento lifesaving, ou seja, material clínico que é questão de vida ou de morte, o que exige um grande rigor. No entanto, Portugal pode ter, dentro de semanas, "um ventilador certificado a nível europeu", e que permite já "controlar à distância num computador, alterar o nível de oxigénio e a pressão, fazer as alterações essenciais no ventilador que é essencial nos cuidados intensivos", enaltece Miguel Guimarães.

"O conceito de cidade nunca mais vai ser o mesmo"

"Além de repensar, nós temos é de evoluir rapidamente para uma cidade inteligente. A pandemia pôs-nos a enfrentar desafios que não conhecíamos na nossa sociedade." Pedro Ribeiro, vice-presidente de Engenharia na Bosch, em Aveiro, acredita que pormenores como "estar em casa e ver no seu smartphone se o autocarro que quer apanhar está muito cheio vão fazê-lo decidir se apanha o autocarro ou não", o que prova a necessidade de aumentar a velocidade de evolução para as smart cities.

O engenheiro defende mesmo que "o conceito de cidade nunca mais vai ser o mesmo", e elenca: "É extremamente importante que a administração local, onde estávamos habituados a ir para tratar de serviços, tem de estar toda online para não precisarmos de ir tirar a senha."

"Esta mudança que tinha de ser feita numa geração terá de ser feita em dois ou três anos, e o primeiro desafio é financeiro. Mas as pessoas também têm de mudar. As cidades são construídas tendo em conta o passado, mas vão crescendo e evoluindo." O que a pandemia veio permitir é "a decisão política, a alocação de budget e de investimento para substituir uma solução que fazia parte do passado".

Da mudança, garante, farão parte soluções de parking, de largar o carro à entrada da cidade e a partir daí usar scooter, câmaras inteligentes para monitorizar e dar informação sobre a lotação dos transportes, sem esquecer que grande parte do trânsito é causada pela procura de lugar de estacionamento.

"Um executivo da Google dizia que informação que recolhemos desde os primórdios da Humanidade até 2003 é a que recolhemos em dois dias", assinala Pedro Ribeiro. "Mais informação" significa "mais inteligência", uma vantagem, por exemplo, para poder ajustar semáforos, de acordo com o tráfego existente a determinadas horas. "A informação é o ouro do futuro", para não "navegar à vista", fundamenta o representante da Bosch em Portugal.

"A pandemia pode ser uma vacina para as alterações climáticas"

"Líderes empresariais, estamos ou não preparados para começar de novo?" Que não se coloque a dicotomia entre "resolver a crise sanitária" e combater as alterações climáticas. É o que pede Jorge Moreira da Silva, diretor da OCDE para a Cooperação para o Desenvolvimento, que lembra que "a caminhada inexorável para a alteração climática" e para as "extinções em massa". Trata-se de um "momento definidor", diz mesmo Jorge Moreira da Silva.

Hoje a sociedade já usufrui de uma redução de custos da tecnologia que permite desenhar políticas mais ambiciosas e que inclusivamente trarão "crescimento económico", afiança o diretor da OCDE para a Cooperação para o Desenvolvimento. "Há uma grande esperança com a nova administração norte-americana", aponta ainda Jorge Moreira da Silva, que assinala a importância de "pôr um verdadeiro preço ambiental nas coisas" e "eliminar os subsídios aos combustíveis fósseis".

"Espero que os países não usem esta crise sanitária para adiar metas. A pandemia trouxe a consciência da interdependência e da importância da cooperação." Jorge Moreira da Silva explica à TSF que as alterações climáticas provocam uma disrupção com "ordem de grandeza" muito superior à da Covid-19. "Não é possível enfrentar mudanças climáticas se, sempre que se muda de Governo ou de contexto, as políticas são descontinuadas", assevera. O diretor da OCDE para a Cooperação para o Desenvolvimento vê no digital e no verde "partes da mesma narrativa" e "tendências muito fortes da economia". São "motores de desenvolvimento" interligados, já que a informação é "fundamental para gerir os recursos que temos".

Nas cidades concentram-se grandes problemas e grandes oportunidades, explica Jorge Moreira da Silva, pelo que os centros urbanos poderão dar contributos significativos para a mudança. Um exemplo de que a informação é crucial nesta revolução verde é a recolha de dados que permitiu calcular que apenas 3% dos carros existentes na cidade de Lisboa suprem necessidades, os restantes são excedente. "É importante cada vez mais ter smart cities que integrem bem a eficiência energética e que colham mais dados, fazendo uma melhor gestão desses dados", conclui.

Jorge Moreira da Silva é também orador no evento Tomorrow Summit, organizado pela Federação Académica do Porto, e que esta sexta-feira encerra, na cidade do Porto, com os discursos de Marcelo Rebelo de Sousa e da comissária europeia Elisa Ferreira.

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