Depois de pisar a Lua, o homem deve "dar um passo em diante rumo a Marte"

Pisar a Lua foi um dos momentos mais marcantes do século XX. Cinquenta anos depois, num novo século, a comunidade científica aspira ir mais longe. Marte é o objetivo e a meta a alcançar.

Na Critical Software, empresa portuguesa que colabora com a NASA, não há dúvidas de que o planeta vermelho deverá ser o próximo destino de uma missão do ser humano para lá da Terra. Um cenário que poderá concretizar-se ainda na primeira metade do século XXI.

Há cinquenta anos, em julho de 1969, o homem pisou a Lua. Agora, Jorge Almeida, diretor de Tecnologia da Critical Software, diz que é hora de pensar mais longe. "Andamos a preparar a ida a Marte. E esse sim seria um acontecimento, do nosso ponto de vista, muito mais impactante do que uma nova ida à Lua".

A primeira, e até agora única viagem à Lua, é a base que vai permitir chegar ao planeta vermelho. E pelas contas de Jorge Almeida será um objetivo alcançável em poucas décadas. "A evolução da tecnologia está-nos a permitir fazer coisas completamente inovadoras. No entanto nós prevemos que 20 a 30 anos ainda é o tempo necessário para conseguir montar toda a infraestrutura e, claro, ter todo o investimento necessário para uma missão desse género".

A Critical Software nasceu em Coimbra e depressa chegou à NASA. A empresa colabora também com a agência espacial europeia na missão Exomars. Com sucesso, como realça Jorge Almeida. "Uma das coisas que estamos a fazer é a estratificação da própria atmosfera e perceber melhor como é que podemos fazer uma nave que tenha condições para aterrar no solo com humanos a bordo e em segurança".

Falta agora investimento e vontade política. Jorge Almeida diz que o resto já existe. "Já existe um conjunto de robôs em Marte, a recolher informação para preparar a chegada de humanos a Marte: Nós próprios [Critical Software] já tivemos envolvidos em várias missões da Marte, sendo uma delas o ExoMars, em que trabalhamos num satélite que está a estudar toda a parte da atmosfera para conseguirmos, mais tarde, uma noção melhor do que nos pode esperar uma ida a Marte".

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