Estudar o mar a partir do céu: drones vão rastrear tartarugas em risco de extinção

Aparelhos não tripulados vão captar imagens dos animais em alto mar e "aproveitar a inteligência artificial para os identificar de acordo com a espécie, género e concha".

Uma universidade da Florida vai utilizar, pela primeira vez, um sistema de drones para identificar em alto mar tartarugas marinhas ameaçadas e em risco de extinção, recolhendo também informações sobre os seus comportamentos reprodutivos.

O objetivo do projeto é "aprender mais sobre o comportamento reprodutivo das tartarugas marinhas", explicou esta terça-feira, em comunicado, a Embry Riddle Aeronautical University, no Estado norte-americano da Florida, que coordena a investigação em colaboração com o Zoológico de Brevard e com o apoio da empresa Northrop Grumman.

As aeronaves não tripuladas vão "capturar imagens dos animais e aproveitar a inteligência artificial para os identificar de acordo com a espécie, género e concha".

"Voar mais longe da costa, além das linhas de visão, é vital para encontrar mais tartarugas", realçou o diretor executivo do Zoológico de Brevard, Keith Winsten, citado no comunicado.

Keith Winsten explicou que as tartarugas marinhas não são fáceis de avistar desde a praia e que, dado o inconveniente que pode ser aproximar-se de barco destes répteis, um drone é uma "ótima alternativa".

"Um drone pode voar mais alto, não incomoda as tartarugas marinhas e permite-nos estudar os hábitos migratórios e reprodutivos que podem ser fundamentais para proteger estes animais", sublinhou.

Investigadores e especialistas na conservação destes animais apontam que a Florida "desempenha um papel muito importante" na população geral de tartarugas marinhas do mundo, já que a costa leste do Estado é "o local de nidificação mais importante do mundo para tartarugas boba".

As enormes tartarugas-de-couro (as maiores de todas), as tartarugas marinhas verdes, as raras tartarugas-de-kemp e bico-de-pente também nidificam ao longo das costas da Florida.

"A maioria das espécies está ameaçada ou em perigo", salienta ainda a universidade na nota de imprensa.

O drone, que descola e pousa verticalmente, está equipado com sensores, câmaras e um sistema de prevenção de colisões que permite navegar com segurança no espaço aéreo em alto mar.

Este equipamento já sobrevoou um ambiente costeiro perto do Santuário de Barrier Island, no Condado de Brevard, e testou as novas lentes da câmara.

"Havia várias tartarugas na água e agora estamos a ajustar os recursos de imagem da aeronave para detetar e identificar automaticamente tartarugas marinhas", acrescentou Nickolas "Dan" Macchiarella, professor de ciências aeronáuticas daquela faculdade.

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