Facebook vai banir deepfakes para combater desinformação

Numa época em que as eleições norte-americanas se aproximam, a nova política da rede social surge como uma medida de combate à desinformação.

O Facebook anunciou esta segunda-feira que vai retirar vídeos falsos, conhecidos por "deepfake", da rede social. Contudo esta nova política apenas abrange os vídeos manipulados e desinformação produzida através de ferramentas de inteligência artificial. Os "shallow fakes", vídeos feitos a partir de elementos de edição convencionais, continuam a ser permitidos na plataforma. A gestora de políticas globais do Facebook, Monika Bickert, alerta que esta é apenas uma entre várias medidas que a rede social pretende implementar para combater a desinformação.

Com as eleições norte-americanas a aproximarem-se, esta política vai incidir sobre os vídeos que possam induzir as pessoas em erro ou que sejam um produto de inteligência artificial em que o conteúdo possa parecer, indevidamente, autêntico. "Se uma fotografia ou vídeo for categorizado como falso por um verificador de factos, vamos reduzir significativamente a sua distribuição e rejeitá-lo caso esteja a circular como um anúncio", anunciou Bickert. "As pessoas que tentarem partilhar essa informação, vão poder ver o alerta de que o conteúdo é falso", acrescenta a chefe de gerenciamento de políticas globais desta rede social.

No entanto, caso o vídeo falso seja publicado por um político, pode permanecer na rede social. "No caso de alguém fazer um comunicado ou partilhar uma publicação que quebre os padrões da comunidade, mas em que o interesse público se sobreponha aos prejuízos, poderá continuar na plataforma", explica o vice-presidente de assuntos e comunicações globais do Facebook, Nick Clegg.

Já em junho de 2019, o criador do Facebook, Mark Zuckerger, tinha sido alvo de um vídeo manipulador.

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