Falsas apps de encontros responsáveis por 7 mil ataques informáticos

A empresa russa Kaspersky assinalou "1.468 ameaças sob o disfarce de mais de 20 populares aplicações de encontros".

Em vésperas do dia de São Valentim, a empresa de segurança digital Kaspersky alertou para a utilização de cópias de aplicações de encontros, que foram responsáveis, em 2019, por 7.734 ataques informáticos em África.

Num comunicado, a empresa russa assinalou "1.468 ameaças sob o disfarce de mais de 20 populares aplicações de encontros em África, com 7.734 ataques" que atingiram 2.548 utilizadores. No documento, divulgado na quarta-feira, a Kaspersky indicou que os países mais afetados foram África do Sul, com 58% dos ataques informáticos, o Quénia, com 10%, e a Nigéria, com 4%.

"Aplicações de encontros populares que são utilizadas por todo o mundo, como Tinder, Bumble ou Zoosk, tornam-se regularmente um isco para espalhar 'malware' [programas maliciosos] ou recolher dados pessoais, para depois bombardear os utilizadores com anúncios não desejados ou mesmo utilizando o seu dinheiro em caras subscrições", refere a Kaspersky.

A empresa de segurança digital assinalou que estes ficheiros "não estão relacionados com as aplicações legítimas, uma vez que apenas usam o nome, e por vezes uma cópia do design autêntico de serviços de encontros".

De acordo com a Kaspersky, o Tinder é a aplicação mais falsificada, sendo usada em 493 casos - quase um terço dos detetados em África.

"Os perigos destes ficheiros maliciosos variam de ficheiro para ficheiro", diz a empresa russa, que explica que estes podem ser utilizados para atacar outros telemóveis - através do envio de mensagens de texto - ou para adware, programas que executam várias publicidades sem a permissão direta do utilizador.

A empresa de segurança recomenda aos utilizadores destas aplicações que "estejam atentos" e que "usem as versões legais destas aplicações, que estão disponíveis nas lojas oficiais de aplicações". Um dos exemplos dado pela Kaspersky remete para uma aplicação que se parece com o Tinder mas que é um "cavalo de Troia" bancário que requer permissões de acessibilidade que permitem o roubo de informações sensíveis e de fundos.

"O amor é um daqueles tópicos que interessam a todas as pessoas e, claro, isso significa que os cibercriminosos também lá estão. Encontros 'online' tornaram a nossa vida mais fácil, mas revelaram novos riscos no caminho para o amor", referiu o chefe de investigação avançada de ameaças da Kaspersky, Vladimir Kuskov.

Para evitar riscos com o uso destas e outras aplicações, a empresa deixa uma lista de recomendações, incluindo verificar sempre as permissões das aplicações instaladas e da reputação dos portais que se utilizam, assim como aconselha os utilizadores para não instalarem aplicações de fontes não confiáveis, "mesmo que sejam fortemente publicitadas".

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