"Farinha de gafanhoto" pode fazer pão do futuro

No Dia Mundial do Inseto Comestível fomos perceber que empresas portuguesas já fazem produção de insetos para consumo animal. Muitas esperam fazê-lo em breve para consumo humano.

Não vamos, possivelmente, ter um grilo ou um gafanhoto no prato do almoço. Ainda assim, no futuro, estes insetos poderão muito bem ser matéria-prima integrante de outros alimentos que ingerimos.

"Acho que as pessoas vão comer farinha de gafanhoto e que ela poderá fazer parte do pão que comemos ao pequeno almoço", vaticina o presidente da Portugal Insect. É uma Associação de Produtores de insetos que já agrega nove empresas. Rui Nunes salienta que "uma barra de cereais ou uma bolacha aditivada com insetos" poderá ser algo que vamos comer nos próximos tempos.

Algumas empresas que trabalham neste mercado fazem-no para alimentação animal. A legislação europeia ainda não aprovou a comercialização para consumo humano e enquanto isso não acontece, outras empresas dedicam-se à experimentação." Estão a ensaiar novos produtos e a trabalhar com universidades e institutos", revela. No entanto, "não podem testar o mercado e é isso que nos limita enquanto portugueses face a uma holandês, que pode experimentar e ver a reação do consumidor", lamenta.

Já há cinco países a quem é permitido comercializar insetos para consumo humano visto já o fazerem antes de existir a legislação europeia. Rui Nunes considera que está a demorar demasiado tempo a aprovação dos dossiers para regulamentar a segurança alimentar dos insetos e levanta a hipótese de poderem existir interesses por detrás desta situação. "Todos estes países têm interesse em manter o status quo atual", defende. Explica que enquanto não há aprovação da entidade europeia, esses países podem continuar apenas eles a comercializar os produtos a nível mundial.

No mundo há duas mil espécies de insetos conhecidas que se sabe serem comestíveis. Em 2013, perante o crescimento da população que se adivinha, a FAO preconizou que a proteína proveniente de insetos será uma alternativa futura para a alimentação humana.

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