Huawei desvenda novos topo de gama e diz que para a fotografia não há melhor
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Huawei desvenda novos topo de gama e diz que para a fotografia não há melhor

É com a China a tentar recuperar rapidamente das feridas provocadas pelo surto de Covid-19 que a Huawei tenta recuperar das feridas provocadas por Trump.

São três os novos equipamentos que vêm compor a gama P40. Há umas semanas tinha sido lançado o Huawei P40 Lite, esta quinta-feira foi a vez da revelação do resto da família. E eles chamam-se: P40, P40 Pro e P40 Pro+.

UM ECRÃ QUE TRANSBORDA

O primeiro destaque que tem de ser feito vai para o ecrã dos dois topo de gama, o P40 Pro e o P40 Pro+.

A Huawei usa o termo "overflow", ou seja, diz que transborda como se fosse uma cheia.

O que se passa é que a tela é curva não só nos lados, como vem já sendo habitual nos telefones mais caros, mas também nos topos. Isso mesmo, em cima e em baixo!

Trata-se de um ecrã OLED, nos três equipamentos, com uma taxa de atualização de 90Hz, mas o do P40 é de 6,1" ao passo que o dos Pros é de 6,58".

Todos eles têm um furo para a lente das selfies, que é dupla, de 32MP e permite gravações vídeo a 4K.

NO CAMPO DO DESEMPENHO

O processador que eles têm é o Kirin 990, desenvolvido pela Huawei. É pioneiro numa série de coisas e é também 5G. Ou seja, os três novos membros da família P40 são compatíveis com a próxima geração de redes móveis. São também, todos eles, WiFi6+.

E vêm com o Android 10. Sem. Serviços. Google. Não há PlayStore, não há Google Maps, não há Google Photos, não há Google Docs e por aí fora. Este é o (único) calcanhar de Aquiles destes telefones.

Mas regressando às coisas boas, nos dois modelos "Pro" a bateria é de 4200mAh com carregamento rápido de 40W. E sublinhe-se que no P40 Pro+ isto acontece através da ficha USB-C, mas também sem-fios. Nunca visto.

No P40 Pro o carregamento sem-fios é de 27W, ao passo que no P40 "normal" a bateria 3800mAh e não é tão rápido a carregar.

APOSTA TOTAL NA FOTOGRAFIA

No campo da fotografia são várias as diferenças entre os três. Richard Yu, um dos administradores da Huawei, na apresentação dos equipamentos apelidou o P40 Pro+ de "monstro fotográfico", mas já lá vamos.

Apesar das diferenças, há um sensor que se mantém comum entre todos. É o principal de 50MP, com estabilização ótica de imagem e com uma abertura de f/1.9.

A partir daí talvez seja melhor separar os equipamentos:

O P40 vai ter uma ultra grande angular de 16MP e uma lente telefoto com um zoom ótico de 3x. Essa é de 8MP e também terá estabilização ótica de imagem.

O P40 Pro tem não só outras lentes, como um sensor extra. Para além do sensor principal (de 50MP) terá também uma lente ultra grande angular de 40MP, com abertura máxima de f/1.8. A lente zoom é periscópica e aproxima 5 vezes. Esse sensor é de 12MP. Todas estas lentes têm estabilização ótica de imagem.

No P40 Pro há ainda um sensor Time Of Flight para medir distâncias e ajudar nos efeitos, nomeadamente, na desfocagem do fundo.

Ao nível do software e da inteligência artificial, a Huawei promete coisas como o seguimento de objetos nas fotos tiradas com zoom, estabilização de imagem melhorada, mas também vai ser possível apagar alguém de uma foto. Imagine a foto de um casal de férias com alguém a passar lá ao fundo. Pode se fazer com que essa pessoa desapareça da foto. Diz a Huawei. Haverá também uma tecnologia que permite escolher à posteriori uma fotografia melhor, em relação aquela que se tinha tirado de facto.

Mas atenção que o P40 Pro+ também vai ser diferente. Além do sensor principal (50MP) e da ultra grande angular do P40 Pro (de 40MP), vai ter também uma lente telefoto de 3x e uma outra lente periscópica, com um zoom de 10 vezes. Inédito.

Para quem quiser usar estes telefones para filmar vai ser bom saber que conseguem fazer filmes a 4K 6fps, time lapses em 4K, que têm tecnologia de áudio dirigido para onde se está a apontar e ultra câmara lenta.

E NO SOFTWARE TAMBÉM PROMETE MUITO

Estando cada vez mais afastada dos Estados Unidos, a Huawei procura alternativas ao software que a Google oferece. Até no campo dos assistentes virtuais e por isso mesmo, vem aí o "Hey Celia". Uma espécie de "Ok Google" que será lançado durante este ano já que, por enquanto, apenas fala em inglês, francês e espanhol.

Mas se esta é para o futuro, a Huawei promete que os P40 vão ter muitas novidades já hoje. Está tudo ligado ao EMUI 10.1, o interface gráfico desenvolvido pela Huawei.

É o caso do "multi-Window", que parece ser perfeito para o multitasking e para partilhar informações entre duas apps. Já o "control panel" permite controlar equipamentos espalhados por casa que sejam compatíveis com a tecnologia, ao passo que a "Mee Time" é uma app que permite fazer vídeochamadas em alta definição.

UMA TRASEIRA COM NANOTECNOLOGIA CERÂMICA

O Huawei P40 vai ser vendido em três cores: branco com tons rosas, em preto a fugir para o cinzento escuro e um azulão que depois se torna mais claro. Todos têm um efeito gradiente.

Já ao P40 Pro para além dessas três, vão ainda juntar-se um cinza muito especial, diz a Huawei, e um modelo dourado.

Quanto ao P40 Pro+, é tudo diferente. O material com que é revestida a parte de trás deste modelo é uma cerâmica aliada a nanotecnologia. Segundo a Huawei, demora cinco dias a produzir. É também uma tecnologia que, por enquanto, só está disponível em duas cores: ou branco, ou preto. E em Portugal ainda não é certo que seja posto à venda nas duas. É um dos vários dados que ainda estão a ser decididos.

Outro é o preço e também a data de disponibilização. Antes de junho não deve ser.

Quanto aos outros dois, já se sabe que o P40, normal, vai custar 830 euros ao passo que o P40 Pro vai ser vendido a partir dos 1050 euros. Ambos estarão disponíveis a 7 de abril.

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