Governo vai desenvolver estratégia nacional de 5G

O Governo quer que a internet de banda larga chegue aos lugares mais "recônditos" do país. Em parceria com a Altice, serão atingidas velocidades 100 vezes superiores.

O Governo vai apresentar a estratégia nacional para a rede móvel de quinta geração em setembro. O anúncio foi feito esta quinta-feira na Covilhã, no distrito de Castelo Branco, pelo secretário de Estado Adjunto e das Comunicações, Alberto Souto de Miranda.

"Tenho o grato prazer de anunciar aqui que, em setembro, irei promover uma conferência nacional para que a estratégia para o 5G seja então anunciada, com base nas possibilidades realistas e naquilo que o país precisa", afirmou.

O governante falava na inauguração do projeto de infraestruturação em fibra ótica que foi levado a cabo pela Altice Portugal e cuja cerimónia decorreu nas instalações do 'data center' que esta empresa tem na Covilhã.

Na intervenção que fez, Alberto Miranda destacou a importância destes investimentos e salientou que o Governo está empenhado e apoiará todas as iniciativas que têm como objetivo que a internet de banda larga "seja uma realidade e que chegue aos lugares mais recônditos do país".

Alberto Souto de Miranda também referiu que a tutela conta com a Altice para os "novos desafios" que se apresentam com a implementação de uma "nova geração móvel, com velocidades 100 vezes superiores, com latências 50 vezes inferiores e com a capacidade de conectar 100 vezes mais objetos".

"A internet das coisas, tantas vezes anunciada, vai acontecer e Portugal vai assumir as suas responsabilidades", afiançou.

Segundo Alberto Souto de Miranda, a banda que atualmente aloja a rede da Televisão Digital Terrestre terá de ser libertada para acolher a rede 5G, mas o calendário estabelecido será cumprido "sem que isso implique alterações ou perturbações para os utilizadores".

Sobre a estratégia nacional do 5G, explicou que está a realizar um 'périplo' pelo "país tecnológico, pelo país universitário e pelo país empresarial" para perceber o que é que preciso, isto porque o Governo quer criar um plano que corresponda "às necessidades do país, às expectativas dos operadores e às suas possibilidades".

"O Governo não quer criar um plano para o 5G que não encarne a realidade e daí também este périplo pelo país para perceber exatamente o que está a ser feito, a capacidade que está instalada, a capacidade tecnológica e capacidades de recursos humanos", disse.

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