Será esta a mais espetacular forma de ver o último episódio da Guerra dos Tronos?

Vai precisar de duas coisas: Uma parede branca e perto de três mil euros. Em teoria, o Epson EH-LS100 consegue transformar qualquer parede branca numa tela de até 130 polegadas (ou seja, mais de 3 metros!), mas não foi preciso uma imagem assim tão grande para perceber que é muito bom.

O Epson EH-LS10 é um projetor Full HD de ultra-curta distância. O que isto quer dizer é que não precisa de estar muito longe da parede para onde projecta a imagem para que ela seja mostrada em condições. Bem pelo contrário. O facto de ser ultra-curta distância até implica que tenha de ser instalado estar perto bem dessa mesma parede. Num móvel encostado a ela, por exemplo.

A 5,6cm da parede produz uma imagem de 1,77 metros (são 70 polegadas), mas se for afastado até aos 40cm da tela, ele consegue projectar uma imagem de 3,3 metros na diagonal. E repito que é um equipamento Full HD, ou seja, não é 4K. Não tem mal. Não deixa por isso de ter um detalhe muito bom. Por outro lado, mesmo sem ter esses dados, admito que a qualidade da imagem em projetores de ultra curta distância (e não apenas deste) seja um pouco inferior à dos projectores tradicionais que implicam salas (ou auditórios) bem maiores do que aquelas que vamos tendo hoje em dia. Mais uma vez digo: não tem mal. Continua a ter uma imagem muito detalhada.

Pode ser encostado a uma parede e é laser. Laser!! É preciso dizer mais?

Outro dado interessante relativo a este projector é que a fonte da luz é um laser. É o primeiro da Epson a usar esta tecnologia. Segundo a fabricante, e face a outras tecnologias de iluminação utilizadas nos projectores, o laser é de longa duração e por isso estima que, com cinco horas de utilização diária de filmes e séries, ele seja capaz de funcionar sem problemas durante dez anos. A garantia, porém, não ultrapassa os cinco anos.

Quanto à qualidade e intensidade da imagem há alguns dados a reter: 4000 lumens (quanto mais elevado for este valor, melhor) e a relação de contraste é de dois milhões e meio para um (outro valor que quanto maior for, melhor). Este rácio de contraste contribui bastante para se verem detalhes nas sombras e pretos cada vez mais profundos.

Sem querer estragar a Guerra dos Tronos a ninguém, pode-se dizer que há um episódio nesta última temporada da série que é perfeito para testar isso. Trata-se de uma enorme batalha passa durante a noite em que em muitos momentos não é mesmo nada fácil perceber o que se está a passar. É tudo muito escuro e há uma neblina no ar que ainda dificulta mais a visualização. E que tal se saiu este projetor nessa batalha ocorrida num tremendo breu televisivo? Nada mal. Posso garantir que foi muito mais agradável vê-lo projectado numa parede, do que no meu televisor LED.

Já os 4000 lumens relativos à luminosidade são importantes para se perceber se é preciso desligar todas as luzes da sala quando se quiser ver um filme, uma série, ou mesmo o noticiário das oito da noite. A resposta a essa questão é: claramente não. É um projector bastante luminoso, mesmo.

E é tão fácil de utilizar...

Quando se tira o projetor da caixa o que apetece fazer de imediato é liga-lo à box da TV e ver que tal. E a boa notícia é que isso é perfeitamente possível. A instalação do equipamento é simples. Tem ali mesmo à mão três entradas HDMI e outras tantas portas USB. Ainda totalmente a jeito está a entrada de rede, para quem quiser usar o EH-LS100 dessa forma. Depois, para quem ainda se socorre a ligações mais antigas, há também uma porta VGA, outra de vídeo e mais umas quantas. Neste campo, para ser perfeito, só precisava de ter a saída para as colunas minijack num sítio mais acessível.

E por falar em som: inclui um pequeno altifalante, mas ninguém no seu perfeito juízo vai querer usar este projetor de três mil euros com uma coluninha que mal se ouve e que nem sequer é stereo (quanto mais surround).

Pena estar constantemente a fazer barulho

E já que falo em áudio, há ainda um outro som de que convém falar: aquele que as ventoinhas de arrefecimento fazem enquanto ele está em funcionamento. Ativam-se mal o equipamento se liga e aviso já que se fazem ouvir. Por isso mesmo, obrigam a que se puxe pelo som das colunas. Para cima, bem entendido.

Conclusões

É um projector de curta distância e isso pode contribuir para uma eventual perda de qualidade da imagem, mas não notei nada. A imagem Full HD é muitíssimo boa e a conveniência de uma instalação super-simples é outro ganho.

Há que sublinhar este último dado. É certo que o Epson EH-LS100 não é um projetor portátil (aliás, é um caixotão) mas por outro lado é tão simples usar, que está mesmo a pedir para ser arrumado durante a semana e retirado do armário ao fim-de-semana (ou em dias de filmes em casa). Basta pousa-lo em cima de um móvel, ligar-lhe um cabo HDMI ou uma Pen USB, perder cinco segundos a focar, e já está!

Sim, não é 4K, mas esses projetores são ainda mais caros. O EH-LS100 encontra-se à venda online a um preço que ronda os três mil euros, portanto os 4K... dá para imaginar.

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