Análise ao Xiaomi Mi 9. Por este preço, é Black Friday todos os dias

O Xiaomi Mi 9 é o topo de gama da marca chinesa. Olhando para o preço, ninguém diria.

Foi lançando há um mês e qualquer coisa e desde então tornou-se num dos amores da indústria tecnológica. Nas lojas está à venda por 499 euros, mas na Amazon espanhola, com envio incluido, custa €449 .

É impressionante o que a Xiaomi consegue oferecer a este preço. Claro que o facto de 'ir à pesca' na tecnologia desenvolvida pelos concorrentes ajuda a perceber como o consegue.

Está cheio de tecnologia interessante

Talvez seja melhor começar por uma que determina tudo o resto. O processador é um Qualcomm Snapdragon 855. Trata-se de um octacore muito atual e que está presente, por exemplo, em algumas versões do Samsung Galaxy S10, OnePlus 7 Pro, Asus Zenfone 6, ... Tudo telemóveis com um desempenho bestial. E o mesmo acontece com o Xiaomi Mi 9.

Já o ecrã é AMOLED de 6,39" FullHD+. Não tem aqueles lados muito curvos popularizados pela Samsung, mas isso pouco importa. O que interessa é que se veja bem de vários ângulos, que responda bem ao toque e principalmente que se veja bem ao ar livre. E o Mi 9 responde positivamente a tudo isso. Tem ainda um sensor de impressões digitais integrado no ecrã que funciona quase sempre bem.

Existe em duas versões: ou com 64GB de espaço de armazenamento, ou com 128GB. Não é muito. Principalmente porque não tem um slot para cartões microSD.

As fotografias

A fazer de câmara traseira estão três lentes e a mais importante (48MP) tem um sensor da Sony muito bom que nos telemóveis só é batido pelo P30 Pro da Huawei.

A abertura dessa lente é de f/1.75. Quanto mais pequeno for este número, melhor. É também também esse valor que permite ao Mi 9 tirar boas fotos. De dia e em locais pouco iluminados. E tira.

Depois, há mais duas lentes. Uma de 12MP com uma abertura 2.2 e que faz zoom de duas vezes, e uma outra que é uma ultra-grande angular de 16MP para apanhar ainda mais campo de visão.

A bateria podia (e devia) ser maior

A bateria deste telemóvel tem uma capacidade de 3300mAh. É pouquinho. A autonomia não é perfeita. Ao final da tarde convém olhar para a percentagem para ver se é necessário ligar ao carregador ou se ainda dura até ao final da noite.

Ainda neste capítulo, destaque para o suporte a carregamentos rápidos a 27W. No entanto, na caixa apenas vem um carregador de 18W. Está mal. Não dá para aceder a todo o potencial do equipamento.

Quais dedadas?

Apesar de queimar algumas etapas (ver imediatamente acima), a Xiaomi teve alguns cuidados no desenvolvimento do Mi 9.

Por exemplo, a parte de trás do equipamento tem fobia a dedadas. Fica sempre alguma coisa, mas comparado com outros, não se porta nada mal. Por outro lado, talvez tenha sido esse tratamento que o tornou um pouco escorregadio. Se o pousamos num local mesmo que pouco inclinado... ele vai deslizar.

Em resumo:

São muitos os argumentos a favor do Xiaomi Mi 9 e poucos os adversos.

Contras:
- Escorregadio
- Duração da bateria não é a melhor
- Leitor de impressões digitais não acerta sempre
- Memória limitada, sem hipótese de expansão

Prós
- Desempenho tremendo
- Traseira não fica com grandes sinais de dedadas
- Qualidade da câmara
- Razão qualidade/preço incrível

Rivais

Tem alguns rivais. Por exemplo, o OnePlus 7 ou o Zenfone 6 têm o mesmo processador, mas são um pouco mais caros. Ao conseguir vender este equipamento por menos de 500 euros, a Xiaomi criou um problema para todas as outras marcas.

Aqui é Black Friday todos os dias

A Xiaomi não é das marcas que chega primeiro a uma tecnologia, mas aprende com o trabalho feito pelas outras fabricantes, para fazer equipamentos a preços de saldo. Isso é muito evidente no caso do Mi 9. É bom e bem barato em relação aos competidores.

É claramente o melhor smartphone abaixo dos 500 euros , na Amazon espanhola está mesmo abaixo dos €450 . Um preço que mais parece uma Black Friday que acontece todos os dias.

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