Análise ao Zenfone 6: um telefone com um preço que merece um "uau!"

Tem tudo o que se quer: características acima da média, um preço muito competitivo e algo que nos faz dizer "uau"! Só com muito azar é que o Zenfone 6 não vai ser um dos êxitos deste ano.

É na parte de trás do equipamento que está o dado que mais chama a atenção neste telefone. Para aumentarem ainda mais a área do ecrã as fabricantes têm encontrado soluções alternativas para a câmara das selfies, mas nenhuma outra se lembrou de fazer aquilo que a Asus fez. Só tem duas lentes, é certo, mas esses dois sensores tanto servem como câmaras principais, como para as selfies.

É uma solução engenhosa. Um sistema motorizado permite alternar facilmente do modo normal para o modo selfie. As lentes giram 180º sobre o topo do telemóvel para se colocarem numa, ou noutra, posição.

O fator "uau!"

Não há quem fique impávido ao sistema que a Asus concebeu. No início, chega a ser viciante passar de um modo para o outro. Constantemente. Depois, permite ainda passear pela rua e fazer fotografias ou vídeos de uma forma mais insuspeita, porque o telefone pode ser posto em posições menos comuns (por exemplo, deitado) e mesmo assim estar a filmar.

Neste campo, a Asus surpreendeu também por "apenas" ter apostado em duas câmaras. Numa altura em que há telemóveis com seis lentes no total: duas para selfies e três principais, ao Zenfone 6 chega-lhe um par de olhos. O sensor principal é de 48MP e ao seu lado está uma ultra grande angular de 13MP. O que lhe falta é uma teleobjetiva capaz de fazer zooms óticos. Paciência. O sensor principal tem selo Sony e ótimos pergaminhos em equipamentos rivais. É graças à lente principal que este Asus consegue até fazer vídeo 4K a 60 frames por segundo.

Outro ponto positivo da câmara das selfies ser a mesma que a principal? É que ambas beneficiam de um estabilizador de imagem. E funciona às mil maravilhas.

O sistema que deteta uma queda e automaticamente recolhe a câmara também merece aplausos. Pode vê-lo em ação no vídeo acima.

A desilusão

Seria bom que neste equipamento aquilo que mais desiludisse fosse o leitor de impressões digitais não estar integrado no ecrã, mas, sim, num sensor dedicado a essa função que se encontra na parte de trás do equipamento. Seria bom que fosse isso, mas não é.

No Zenfone 6, aquilo que mais desilude é o ecrã. É LCD. É muito provavelmente o único topo de gama que não tem um ecrã OLED ou AMOLED. E é uma pena. A diferença de qualidade entre uma tecnologia e a outra é evidente.

E mais triste é quando este telefone da Asus até é um dos poucos cuja parte frontal é apenas ecrã. São 6,4 polegadas e nem um único furo ou notch para a câmara.

Claro que o que se perde num lado (em dois, na verdade: LCD e sensor impressões digitais), vai buscar-se noutro, mas falaremos do preço mais à frente.

O processador das estrelas

Sabia que o processador Qualcomm Snapdragon 855 que vem com o Asus Zenfone 6 é o mesmo que encontra no OnePlus 7 Pro, no LG G8, no Xiaomi Mi 9, no Samsung Galaxy S10, e até no Samsung Galaxy S10 Plus? Não é preciso dizer mais nada, pois não?

Uma volta de consagração por outras características

Boa parte dos especialistas estão rendidos ao Zenfone 6 pelas características referidas em cima, e por outras que ainda vão ser abordados mais abaixo. Estas, que se seguem, são quase como chover no molhado. Tudo bom: tem dois slots para cartões SIM e ainda um outro para cartões microSD de até 2TB; tem uma entrada minijack para quem ainda não aderiu aos headphones Bluetooth; tem rádio, para ouvir o "Mundo Digital" na TSF; rácio de ecrã vs. corpo do telemóvel: 92%; interface gráfico e Android 9 num estado quase puro.

Bateria e autonomia de maratonista

Com uma bateria de 5000mAh seria de esperar que o ZF6 não tivesse problemas de autonomia. Uma expectativa que, mais uma vez, o equipamento satisfaz.

Estou a testá-lo quase há uma semana e ainda não consegui ver a bateria descer abaixo dos 20%. São muito poucos os equipamentos no mercado com baterias com tanta capacidade e a autonomia reflete isso mesmo. Não espere, contudo, que a bateria aguente dois dias de utilização normal sem ter de ser carregada. Não é esse o caso.

Como assim, custa 500 euros?!

O custo é a última surpresa que a Asus reservou para o Zenfone 6. Os telefones vão ser vendidos em três modelos muito semelhantes. A mais básica vem com 64GB de espaço de armazenamento e inclui 6GB de RAM. É essa que custa 500 euros. Depois vem o modelo que vale €560 e que tem a mesma memória que o anterior, mas mais espaçoso: 128Gigas. E por fim, o modelo mais poderoso inclui 8GB de RAM e 256GB para guardar dados. Está já à venda por 600 euros.

Considerações finais...

Um processador com provas dadas, um software limpinho, uma bateria inesgotável, um slot para cartões microSD até 2TB, boas câmaras com selfies de 48MP e um preço abaixo dos 500 euros. É preciso dizer mais alguma coisa?

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