Huawei estava a crescer 40% em Portugal, mas depois veio a polémica com Trump

Foram dois meses em modo "gestão de crise", mas agora tudo voltou ao normal e as vendas regressaram ao ritmo com que estavam antes da proibição decretada por Donald Trump. Tiago Flores, um dos diretores da Huawei Portugal ainda acredita que no final do ano a empresa vai atingir os seus objetivos.

Foram quase dois meses de aflição. Só nesta terça-feira a administração Trump largou, de facto, o pescoço da Huawei. A promessa de um alívio nas sanções vinha já da cimeira do G20, em Osaka, mas só anteontem a empresa chinesa obteve finalmente uma "licença especial" para negociar com empresas norte americanas, como a Google. A Huawei continua sob uma forte atenção da Casa Branca, mas pode trabalhar como antes daquele dia de maio em que Trump virou do avesso as relações com a China.

A notícia de que obteve uma "licença especial" é um passo fundamental para a Huawei ter acesso a coisas como o sistema operativo Android e assim poder continuar a lançar telemóveis sem ter que criar um novo sistema operativo de raiz.

Foi sobre estes dois meses que o jornalista Rui Tukayana entrevistou o diretor do departamento de consumo e tecnologias "móveis" da Huawei Portugal. Tiago Flores começou por admitir que a meio de maio houve um primeiro momento de aflição, mas rapidamente a empresa entrou em modo "gestão de crises" e tratou de assegurar aos clientes que nada de mal se iria passar com os seus telefones.

No início do ano a Huawei parecia apontada aos céus. A IDC, uma empresa analista de mercado dizia mesmo que eram fortes as hipóteses de que a empresa chinesa ultrapassar a Samsung e tornar-se na marca mais vendida a nível europeu. E até a nível mundial. Um cenário que parece mais difícil de acontecer.

Os dados mais recentes da IDC são relativos ao final do primeiro trimestre deste ano e aí a Huawei estava a crescer 40% face ao mesmo periodo do ano anterior. A marca confirma estes números, mas não deixa forma de comparação directa. A TSF, o que Tiago Flores afirma é que nos seis primeiros meses deste ano "já a apanhar as duas primeiras semanas" do conflito com Trump, as "vendas cresceram 25%".

E agora terão voltado ao normal. Tanto assim que a Huawei espera cumprir os objectivos traçados para este ano a nível interno.

Na entrevista também se falou dos próximos lançamentos e do sistema operativo que a Huawei está a desenvolver como "plano b" para o caso de ter problemas com o Android.

Relativamente aos smartphones, os destaques dos próximos tempos são o Huawei Mate X (que tem um ecrã que se dobra) e o Mate 30 Pro, que ainda não foi desvendado oficialmente. Quanto ao "foldable", o responsável da Huawei admitiu que está atrasado (devia ter sido lançado em junho), mas garantiu que estará à venda "até ao final do ano". Sobre a próxima geração da família Mate, o que avançou é que mais para o final do ano deverá haver novidades.

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