"Plutão é novamente planeta", declara diretor da NASA. Mas não tem poder para o fazer

Plutão vai deixar de ser um planeta-anão? Jim Bridenstine diz que sim, mas não pode mudar a classificação mudada em 2006.

O diretor da NASA recusa esquecer o que aprendeu na escola: para Jim Bridenstine, Plutão nunca deixou de ser um planeta.

"Só para que saibam, na minha perspetiva, Plutão é um planeta. Podem escrever que o administrador da NASA declarou que Plutão é novamente um planeta. Mantenho o que digo, é a forma como aprendi e estou comprometido com isso", disse em declarações aos jornalistas na Universidade do Colorado.

Nomeado para o cargo por Donald Trump em abril de 2018, Jim Bridenstine é o primeiro administrador da agência espacial norte-americana que não tem currículo na área das ciências. Antes de assumir funções na NASA era político, militante do Partido Republicano, e chegou a recusar a posição da classe científica face às alterações climáticas, opinião que entretanto reverteu.

Estas declarações do responsável pela NASA não têm, no entanto, peso para alterar a classificação de Plutão. Esse poder cabe apenas à União Astronómica Internacional, que em 2006 determinou que Plutão era um planeta-anão depois de uma votação entre os astrónomos.

Para ser considerado um planeta, um corpo celeste tem que girar em torno do Sol sem que a sua órbita seja influenciada diretamente por outros corpos celestes. Para isso, tem de ter uma força gravitacional superior ao que o rodeia.

Plutão foi considerado um planeta desde que foi descoberto em 1930, mas a descoberta de que está rodeado por corpos celestes que afetam sobre sua trajetória levou os investigadores a mudar a classificação.

A decisão não foi consensual e muitos continuam a defender que Plutão deve ser considerado o nono planeta do sistema solar. É o caso de Alan Stern, que em 2015 liderou a missão da sonda New Horizons e provou que os satélites de Plutão eram muito mais complexos do que se pensava.

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