Táxi voador já esteve mais longe. Testes foram um sucesso

A companhia alemã Lilium prevê que este táxi possa transportar quatro pessoas, a partir de 2025, com preços semelhantes aos dos carros.

Um táxi urbano voador, uma ideia que partiu da Lilium, uma empresa sediada em Munique, na Alemanha, e que agora se junta ao mercado de transporte aéreo.

Com mais de 300 funcionários, a empresa desenvolveu com sucesso o primeiro teste de voo vertical do Jet Lilium, um dispositivo elétrico para cinco ocupantes, um piloto e quatro passageiros. Apesar de poder voar de forma autónoma, o Jet Lilium transportará um piloto "porque facilita a certificação dos dispositivos e torna-se um modelo mais aceitável pelos clientes", afirmou Oliver Walker-Jones, diretor de comunicações da Lilium, ao jornal EL País .

Irene Rubio, engenheira espanhola que faz parte deste projeto, destacou a importância do teste de voo vertical, considerando-o como uma das fases mais críticas, já que integra a operação integral de todos os sistemas desenvolvidos.

Este aparelho combina a manobrabilidade de um drone, com a velocidade e o alcance de uma aeronave. Desta forma, conseguirá fazer viagens até 300 quilómetros em uma hora e por um preço equivalente ao de um táxi comum. É menos barulhento que um avião normal e não precisa de uma pista de aterragem e descolagem, podendo chegar a qualquer parte da cidade.

Como exemplo, a companhia fala de uma viagem de cerca de 30 quilómetros (22 em linha reta) entre o aeroporto JFK e Manhattan. Com o Jet Lilium, a viagem teria um custo de 63 euros e ficaria concluída em seis minutos.

Porém, esta ideia não é inédita já que algumas empresas a trabalhar em protótipos que planeiam comercializar nos próximos anos.

Este modelo da Lilium distingue-se pelas projeções de quatro passageiros, a autonomia para percorrer 300 quilómetros em uma hora e o consumo dos seus 36 motores alimentados por baterias que se assemelham ao de um veículo elétrico.

As 12 asas móveis posicionadas verticalmente para descolagem e aterragem permitem combinar a capacidade de manobra de helicópteros e drones com a capacidade de voo de uma aeronave.

Além de ser o fabricante, a Lilium pretende ser a operadora deste serviço, que acredita tratar-se de um modelo de negócio viável e competitivo. Viajar neste táxi, segundo a empresa, só em 2025.

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