Torre futurista pode ajudar a salvar a Antártida do degelo

Investigadores da Universidade Nacional de Ciência e Tecnologia de Taiwan desenharam o projeto duma "torre de proteção ártica", para prolongar o inverno na Antártida.

Todos os anos, em abril, a Antártida começa a derreter a uma taxa aterradora, que, desde 2016, se aproxima dos 75 mil quilómetros quadrados de gelo por dia. Pareceu a salvo durante muito tempo, enquanto o menos remoto e mais povoado Ártico perdia gelo a olhos vistos.

Cabem três Uniões Europeias no território gelado (14 milhões de quilómetros quadrados), e cabem também os litros de água suficientes para, em caso de degelo, afundar o Padrão dos Descobrimentos (56 metros). Torna-se, por isso, curioso que possa ser também uma torre a trocar as voltas à contagem decrescente do aquecimento global.

Yiyang xu e Jingyi ye, investigadores da Universidade Nacional de Ciência e Tecnologia de Taiwan, são os arquitetos de uma "torre de proteção ártica" desenhada para prolongar o inverno na Antártida.

A cada ano, em abril, o ciclo recomeçaria, não para um novo fôlego primaveril, mas para uma ativação da torre que congela a água do mar em diferentes locais, explica o site especializado em tecnologia designboom .

Nessa altura, a estrutura externa da torre começaria a girar, ao mesmo tempo que a unidade à superfície da água iniciaria o armazenamento de água. Assim, a água do mar, no interior, começaria a congelar, logo que as duas unidades acima da superfície da água ficassem expostas ao ar frio durante a rotação.

A unidade de armazenamento de gelo estaria posicionada do lado de fora, enquanto a estrutura externa giraria ao nível do mar. O objetivo é que o gelo derreta por absorção do calor na atmosfera, o que levaria a um atraso do aumento da temperatura e a um subsequente prolongamento do período de fusão.

Em simultâneo, as unidades externas estariam a mover-se até uma posição fixa, até estabelecerem uma plataforma de resguarda para um número reduzido de ursos polares que iniciam os movimentos migratórios entre maio e junho. Já em setembro, um componente da parte externa da torre seria responsável por pulverizar água com gelo, de forma a congelar parte do oceano.

Conseguido o controlo do spray no que toca à direção e distância, o gelo tornar-se-ia um volume cada vez maior, e, com isso, o período de degelo seria retardado.

Ficção científica ou conceito exequível, o desenho de Yiyang xu e Jingyi ye vem traçar possibilidades para o futuro num lugar em que a ação do ser humano já começou a ser sentida.

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