IPO de Lisboa identifica novos genes de cancro familiar

Durante seis anos, várias equipas de investigação do Instituto Português de Oncologia de Lisboa analisaram mais de 10.000 famílias com cancro, identificando novos genes de cancros hereditários.

Seis equipas de investigadores do Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa identificaram novos genes de cancro familiar, que podem ajudar a prevenir, diagnosticar e tratar cancros hereditários.

"Conhecendo-se a essência destas alterações, podemos procurá-lo num elemento da família e isso ajuda-nos a compreender os mecanismos das doenças, a forma como as células se malignizam a partir de determinada alteração genética", explica João Oliveira, presidente do IPO de Lisboa.

Durante seis anos, seis equipas de investigação do IPO de Lisboa dedicaram-se ao estudo e investigação de novos genes e de alterações genéticas responsáveis por alguns tipos de cancro familiar e individual, como o cancro do cólon e reto, cancro da mama e do ovário, cancro da próstata, tumores endócrinos e melanoma.

Em declarações à TSF, o presidente do IPO refere que o conhecimento adquirido na investigação sobre cancros hereditários ajuda também a conhecer melhor os cancros esporádicos, abrindo novas linhas de investigação.

Além de poder ajudar a diagnosticar a doença geneticamente, as conclusões do estudo permitem vigiar os cancros hereditários, já que "conhecendo-se a "penetrância" do problema genético, conhecendo-se a intensidade com que esta tendência genética se manifesta, é possível delinear programas de vigilância mais adequados a estas pessoas e que possam conduzir a tratamentos mais precoces e eventualmente profiláticos".

João Oliveira explica que os resultados do estudo do IPO de Lisboa ainda estão longe de aplicações clínicas, mas garante que as equipas têm feito "grandes progressos".

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