LG G8x Dual Screen, análise ao "dobrável" para os menos ricos
Mundo Digital - Análises

LG G8x Dual Screen, análise ao "dobrável" para os menos ricos

A LG responde aos smartphones com ecrã dobrável com um de dois ecrãs. É um conceito muito interessante, mas será que a solução da fabricante coreana é melhor, ou não, do que os ecrãs dobráveis de marcas como a Samsung, ou a Huawei?

O LG G8x é uma espécie de transformer. Primeiro, pode-se usar como qualquer outro smartphone. Nesse caso, tem um ecrã de 6,4", OLED com modo always-on e com sensor de impressões digitais. Na parte de trás do equipamento estão duas lentes: a principal de 12MP e uma outra ultra grande angular de 13MP. São competentes, mas não são o grande destaque deste telemóvel.

Tem também 6GB de RAM, um ótimo desempenho (principalmente se tivermos em conta a característica que o torna único) e aceita dois cartões SIM, ou um SIM e um microSD.

Visualmente, é do mais conservador que se tem visto. Nada a assinalar a não ser uma saída 3,5mm para os auscultadores.

Transformer...

É no entanto uma espécie de transformer que muda do dia para a noite, quando o utilizamos com a capa. Mas chamar capa aquele acessório, é altamente redutor. Com ela vem um segundo ecrã, em tudo igual ao primeiro e área disponível para se trabalhar (ou não) duplica. Com o segundo ecrã ligado LG G8x ganha uma vida nova, é outro telefone.

Tanto dá para usar as duas telas ao mesmo tempo, por exemplo, com o texto a aparecer num ecrã e o teclado virtual a ocupar o outro. Ou então com o Chrome aberto num ecrã e o Gmail no secundário. As possibilidades nunca mais acabam. Dá até para estar a ver uma série no ecrã da esquerda e fazer outra coisa qualquer no outro.

Para além disto, nos jogos é bestial porque podemos ativar comandos e controlar tudo no ecrã de baixo e ver a ação no ecrã de cima, sem qualquer obstrução.

Já para navegar na net, o melhor é ativar a opção "Visão Dual Screen" e usar o Chrome. Os sites espelham-se pelos dois ecrãs. Certo que está ali a dobradiça no meio, mas não é grave. Pelo menos se o usarmos na horizontal.

A qualidade de construção não só do telemóvel, como a da capa, merece uma boa nota. Aquela dobradiça não tem ar de dar Isto não vai dar problemas tão cedo.

Nem tudo são maravilhas...

Pena é que quando queremos carregar o telemóvel, quando a capa está posta, tem que se usar um adaptador. Ou então tira-lo da capa.

Para além disso, um segundo ecrã significa que o dispositivo fica bem mais gordinho que um telefone normal. E pesado também.

Há ainda que pensar na autonomia. Quanto mais se usar os dois ecrãs, menos ela dura.

O problema é quando fazemos a comparação com os Estados Unidos...

Face aos "concorrentes", e a custar €900, o LG G8x é muito mais barato. Compare-se, por exemplo, com o Samsung Galaxy Fold o único "dobrável" que está anunciado para Portugal e que vai custar mais de dois mil euros.

Mesmo assim, é difícil pôr o custo no lado positivo. Isto porque a LG tenha decidiu cobrar mais 300 euros do que ele custa nos Estados Unidos. É uma diferença difícil de compreender.

Mas e se esquecermos o preço dele na América?

Contornando essa questão, a do preço, o G8x da LG é um equipamento singular, com um dado que o distingue de todos os outros e que vai ser útil muitas vezes. Se é de uma coisa destas que está à procura, se acha que os dois ecrãs lhe vão ser úteis, então pondere avançar porque a ideia é boa e não tem grandes alternativas.

Outras Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de

Patrocinado

Apoio de