Mais alto, mais longe. Primeira missão espacial civil já está em órbita

Passava pouco da uma da manhã em Portugal, quando descolou o foguetão da SpaceX que leva a bordo a primeira tripulação espacial sem a presença de qualquer astronauta profissional. A cápsula já superou a altitude inicialmente prevista.

Poucas horas depois do lançamento, a Crew Dragon estava já a 585 quilómetros de altitude em relação à Terra, revelou a SpaceX na rede social Twitter. A previsão inicial era de 575 kms, mesmo assim bem acima da Estação Espacial Internacional, que anda, habitualmente, nos 400.

A bordo, não está nenhum astronauta profissional. Os tripulantes da missão "Inspiração 4" são pessoas comuns, mas, ao contrário dos simples turistas espaciais, vão fazer uma série de experiências relacionadas com o corpo humano e é a eles que compete resolver qualquer emergência que possa surgir enquanto estão em órbita. Para isso, fizeram treino intensivo durante os últimos seis meses.

Ao longo desse tempo, os quatro aprenderam que a cápsula da SpaceX onde vão viver nos próximos três dias é totalmente automática. Rui Moura, professor e investigador da Universidade do Porto, explica que, nestes seis meses de treino para a missão, o fundamental foi mesmo ensaiar situações de emergência.

São quatro os elementos desta primeira tripulação espacial completamente civil: Jared Isaacman é um multimilionário de 38 anos, dono da maior coleção privada de aviões de guerra e o autor do projeto; Sian Proctor, uma professora de geociências; Chris Sembroski, um engenheiro de dados; e Hayley Arceneaux, uma enfermeira de 29 anos, sobrevivente de cancro infantil e a primeira pessoa com uma prótese a viajar para o espaço. Arceneaux é também a mais jovem astronauta norte-americana de sempre.

Um dos principais objetivos da missão "Inspiração 4" é angariar 200 milhões de dólares para um centro de investigação do cancro nas crianças, o Saint Jude's Children"s Research Hospital, em Memphis, no Tennessee. Foi nesse hospital que Hayley Arceneaux foi tratada, depois do diagnóstico de cancro nos ossos, aos 10 anos, e é lá que trabalha, desde 2019, como enfermeira.

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