NASA quer trazer amostras de Marte e procura alguém que lidere a missão

O programa Mars Sample Return (MSR) vai ser realizado em três etapas diferentes e os objetivos são "facilitar os estudos" e "possibilitar descobertas futuras".

A NASA quer trazer amostras de Marte e está à procura de um diretor que lidere a missão. O MSR vai realizar-se durante a próxima década e pretende trazer amostras de rochas, solos e atmosfera do planeta vermelho para serem analisadas e testadas na Terra.

A NASA já tinha enviado anteriormente quatro veículos robóticos (denominados de "rovers") para o espaço: o Sojourner, o Spirit, o Opportunity e, ainda, o Curiosity. Contudo, nunca conseguiram trazer amostras que pudessem dar novas pistas sobre Marte. Os rovers eram equipados com vários instrumentos que permitiam testar o solo, o clima e a atmosfera marciana, enviando para a Terra fotografias e dados que ajudaram a descobrir alguns segredos sobre o planeta vermelho.

No site, a Agência Espacial Europeia (ESA) referiu que trazer amostras "é o próximo passo lógico na exploração robótica de Marte."

O programa MSR, um projeto colaborativo entre a NASA e a ESA, é composto por três etapas diferentes: a recolha, a recuperação e o retorno das amostras.

A primeira fase da missão vai começar em julho no Cabo Canaveral, na Florida. O rover da NASA, cujo nome só vai ser decidido e desvendado em março, vai aterrar em Marte apenas em fevereiro de 2021 para procurar sinais e vestígios de vida antiga. Posteriormente, vai guardar conjuntos de amostras em caixas e colocá-las em "áreas estratégicas" da superfície marciana.

A segunda etapa é designada pela ESA como uma "caça interplanetária ao tesouro". Um rover da ESA vai viajar pelo planeta, recolher as amostras anteriormente colocadas em caixas e guardá-las num recipiente para ser lançado na órbita de Marte.

No final, a ESA vai enviar uma nave espacial para capturar o recipiente e trazer as amostras para a Terra.

"Tal como o retorno de rochas lunares para Terra, trazer de volta amostras de Marte vai ser um momento importante para a exploração do espaço", disse a ESA num comunicado escrito em maio passado. "Trazer amostras de volta para a Terra vai facilitar estudos que simplesmente não são possíveis nos laboratórios diminutos - ainda que sofisticados - e, talvez mais importante, vão possibilitar descobertas futuras, à medida que as técnicas analíticas forem sendo melhoradas", acrescentou a agência.

As propostas para o MSR têm vindo a ser trabalhadas há vários anos, mas só agora estão a ganhar forma e, por isso, é necessário contratar alguém que seja capaz de liderar a missão. A NASA está, por isso, à procura de um diretor que ficará responsável por supervisionar todo o programa (desde a formulação das primeiras fases, até ao design, desenvolvimento e lançamento da missão).

O trabalho é em Washington D.C e conta com um salário anual de 188.066 dólares. Os candidatos devem ter experiência em programas de voos espaciais e uma licenciatura num campo de estudo relevante. As candidaturas terminam a 5 de fevereiro.

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